Empreendedor cria banheiro de bolso que economiza água e reduz impactos ambientais

Banheiro sem água

Em tempos de estiagem, muitas cidades brasileiras já estão sofrendo com a falta de chuvas e a ameaça de racionamento de água. Nesse momento, ideias como a do empreendedor Flavio Boabaid, surgem como soluções inovadoras e extremamente viáveis. Fazer algo pelo meio ambiente, que verdadeiramente colabore com a sustentabilidade e o futuro do mundo e das pessoas. Foi com esse objetivo – e também por uma necessidade própria, a de poder ir ao banheiro em locais públicos sem ter que usar banheiros químicos, que o empresário catarinense teve a ideia dedesenvolver uma solução com características de privacidade, higiene, praticidade e que fosse ecologicamente correto. Assim surgiu o Número

1- Banheiro de Bolso Sustentável.

O empreendedor explica que “O Banheiro do Futuro” “é excelente para o meio ambiente, pois economiza água – dispensa a instalação hidráulica e rede de esgoto, assim não há necessidade de descarga das privadas e nem torneira para lavar as mãos, que são higienizadas com álcool gel, gerando uma economia de até 30 litros de água a cada usuário”.

Com a solução, homens e mulheres de todas as idades podem urinar em qualquer lugar que ofereça um mínimo de privacidade. O produto tem o formato de um envelope de 17 X 17 cm e abre como uma carteira. É composto internamente por uma manta de celulose reciclada – que proporciona absorção de até um litro de urina em poucos segundos, livre de odores. É envolto externamente por uma embalagem de plásticoreciclado e biodegradável, podendo ser descartado no lixo convencional.

“O Número 1 já foi testado e aprovado por cadeirantes, idosos e demonstra que pode ser aproveitado em muitos outros casos em que a pessoa não tenha um banheiro próximo e precise atender sua necessidade de maneira limpa, sem odor e com independência”, explica Flavio Boabaid, idealizador da solução.

Além disso, tem toda a questão de ser um produto ecologicamente correto. “Esse plástico é tratado com um novo aditivo, uma resina especial, que o transforma em biomassa, H2O e Co2 em apenas 24 meses, sendo totalmente absorvido pelo meio ambiente sem resíduos tóxicos na sua decomposição”, completa Boabaid.

O resíduo, que não tem odor, pode ser destinado para aterro sanitário, compostagem, como adubo orgânico ou na produção de biogás. “Estamos estudando com o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina e com o Centro de Pesquisas do Exército, a colocação de sementes dentro do Número 1, assim, quando a pessoa jogar o produto usado no lixo, na verdade estará plantando uma árvore – isto porque a urina é rica em nitrogênio, ureia, fósforo, fosfato sendo um adubo natural”.