Empresários do Parque São José relatam medo e pedem apoio para resolver problemas do local

Na tribuna livre, o pedido por melhorias no Parque São José

Rodrigo Fontana, representante do Instituto Cidadão, esteve ontem, 5, usando a Tribuna da Câmara para falar sobre a situação da segurança do Parque São José e Jardim São Paulo em São Carlos.

Fontana falou que o Parque São José nasceu há 30 anos na cidade com o objetivo de criar empregos e renda, porém a história que deveria ser de sucesso se transformou em medo e abandono por parte das gestões que passaram pela Prefeitura.  “Vários empresários abandonaram seus galpões por medo da dificuldade e também por conta das entradas e saídas de suas matérias-primas por conta de produtos que acabavam em valetas de ruas e cruzamentos do Parque São José”, disse.

Ele explicou que os galpões que estavam prontos para serem alugados ou para uso próprio acabaram sendo depredados e saqueados. “Em algum momento se transformaram em abrigo para usuários de drogas, prostituição e outros fins, alguns ainda são usados para depósito de reciclagem onde há problemas relacionados ao meio-ambiente”, recordou.

O abandono do local por parte da Prefeitura ao longo de décadas tem tirado o interesse dos empresários na região, pois até mesmo os donos de terrenos deixaram as áreas. “Eles tem percebido que o descaso tem gerado a eles prejuízos, por que deixar um local bonito se ele não tem uso?”, questiona.

Fontana explicou que os empresários foram acompanhados pelo vereador Djalma Nery e que houve uma reunião com o Secretário de Obras, João Muller para tratar do assunto. “Boa parte da situação começou a andar, temos um prazo para a infraestrutura e pavimentação do bairro, contudo sabemos que precisamos com urgência da questão da segurança pública”, destacou.

Lembrando do assassinato ocorrido em março de um empresário de 43 anos no local, Fontana recordou: “Perdemos um amigo empresário há poucos dias, baleado com um tiro nas costas, quando saía de sua empresa às 21h da noite, nós estamos com medo, há opressões ocorrendo a cada dia!”

Nos últimos dois dias, segundo Fontana, foram registrados quatro furtos de hidrômetros no Parque São José. Normalmente, este material é levado para ser trocado por drogas. Ele explicou que os empresários criaram um grupo de WhatsApp para se ajudar. “O lugar também se transformou em um cemitério de animais mortos, local para descarte de entulho, lugar para furtos de fios, por isso as áreas particulares acabaram sendo abandonadas”, explica.

Nos pedidos deixados na Câmara, as pessoas que tem empreendimentos no Parque São José clamam a conclusão das obras de infraestrutura que devem terminar, segundo a Prefeitura, até outubro. Os empresários também pedem uma iluminação de qualidade na área. “Pensamos também na questão da segurança pública e privada, porque nossos chamados as vezes levam de duas a quatro horas para serem atendidos, idealizamos uma ideia de ter um grupo que pudéssemos ter uma ronda pelo menos duas vezes durante à noite, sei que nosso IPTU não é pouco e todos pagam, queríamos um abatimento em nossos valores para que possamos instalar um sistema de segurança privado”, ressalta.

Fontana ponderou que os empresários são geradores de emprego e renda e que todos creem que o bem vencerá o mal.