Equipe de combate à dengue trabalham para eliminar criadouros do Aedes Aegypti em São Carlos

A Equipe Municipal de Combate às Endemias do Departamento de Vigilância em Saúde, mesmo com a pandemia da COVID-19, continua realizando diariamente atividades de orientação sobre arboviroses e medidas de controle do vetor em várias regiões da cidade.
Os agentes, quando necessário, também realizam o bloqueio, ação desencadeada quando existe suspeita de casos de arboviroses. Outra atividade realizada no mês de outubro é a Avaliação de Densidade Larvária – ADL, para medir os níveis de infestação do mosquito Aedes Aegypti no município. O valor de Índice Predial de agosto desse ano ficou em 0.1%, o que indica condições satisfatórias, porém com o período de chuvas a tendência é que o IP aumente.


Nesta semana as equipes trabalharam no Cidade Aracy II e no bairro Romeu Tortorelli. Durante toda a semana os agentes orientam os moradores sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. São passadas dicas de cuidados simples dentro das casas como remover a água dos pratos das plantas, remover ou colocar os pneus em locais cobertos, limpar o quintal removendo materiais (inservíveis), recicláveis, lonas e brinquedos de crianças que possam acumular água, limpar as calhas do telhado, manter caixas d’água tampadas e limpas, lavar diariamente vasilhas dos animais de estimação e tratar a água das piscinas.
O ovo do Aedes aegypti leva cerca de 7 a 10 dias para se desenvolver e se tornar um mosquito, por isso a importância de vistorias semanais.


“Precisamos de um maior envolvimento da população na eliminação de possíveis criadouros, já que em poucos minutos, o morador pode percorrer o seu quintal, eliminando ambientes favoráveis para a proliferação de mosquitos. Deixar água parada pode criar mais um problema ao sistema de saúde, em meio ao cenário já complexo de combate a pandemia da COVID-19”, alerta Denise Scatolini, chefe de Seção de Apoio à Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde, lembrando que os moradores devem permitir a entrada do agente de endemias, sempre identificados, no imóvel para que eles possam auxiliar no combate às doenças endêmicas, fazendo a vistoria e passando as orientações.


Denise ressalta, ainda, que cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro de casa. E, algumas ações rápidas podem ajudar prevenir a doença. “Com o aumento das temperaturas e o início do período chuvoso, o cuidado deve ser redobrado na eliminação dos focos, a fim de evitar a reprodução do mosquito transmissor das arboviroses urbanas”, finaliza Denise.


A Vigilância Epidemiológica fechou o ano de 2020 com 1.638 notificações para Dengue, 640 positivos, 582 autóctones, 58 importados e 1 óbito confirmado. Para Febre Amarela foram registradas 6 notificações, com 6 resultados negativos para a doença. Para Zika foram registradas 7 notificações com 7 resultados negativos.


Em 2021 já foram registradas 508 notificações, com 125 casos positivos de Dengue, sendo 93 autóctones e 32 importados. Para Chikungunya foram registradas 19 notificações, com 19 casos descartados. Para Febre Amarela apenas 1 notificação foi registrada até agora, porém já descartada. Para Zika 2 notificações com os 2 casos descartados.