
Moradores da rua Conde do Pinhal, em São Carlos, nas imediações do antigo prédio do INSS estão preocupados. Segundo eles, o avistamento de escorpiões amarelos tem sido frequente em algumas residências. Eles dizem que o local está com mato alto e pode ser um dos responsáveis pela criação do aracnídeo, bastante perigoso, tanto para humanos, como para animais domésticos.
Os munícipes da região informaram que tem trabalhado para manter suas casas e quintais limpos, porém é preciso que haja uma intervenção neste local para que a infestação seja dizimada, caso sua origem esteja lá. Ademais, ainda há a questão da dengue que preocupa na cidade, pois temos muitos casos da doença e também óbitos.
O perigo dos escorpiões amarelos e da dengue
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é considerado o mais perigoso do Brasil. Pequeno e de hábitos noturnos, ele se esconde facilmente em frestas, ralos, entulhos e locais com acúmulo de lixo. Um acidente com esse animal pode causar dor intensa, vômitos, sudorese e, em casos graves, levar à morte — principalmente crianças e idosos. Em ambientes urbanos, ele se prolifera com facilidade, pois não depende de reprodução sexual e se alimenta de baratas, comuns em áreas com saneamento precário.
Já o mosquito Aedes aegypti representa uma ameaça constante. A fêmea deposita ovos em qualquer recipiente com água parada — desde tampinhas de garrafa até calhas entupidas. Além de ser um incômodo por suas picadas, o mosquito é vetor de doenças que têm preocupado o sistema de saúde, como a dengue, que em períodos epidêmicos lota os hospitais e pode evoluir para formas graves.
O combate a essas pragas depende tanto do poder público quanto da colaboração dos moradores. Manter os quintais limpos, eliminar criadouros, tampar ralos e evitar o acúmulo de lixo são medidas essenciais. Para o escorpião, recomenda-se o uso de telas nos ralos, vedação de frestas e atenção especial a terrenos baldios próximos. No caso do mosquito, a guerra é contra a água parada — não basta eliminar o mosquito adulto, é preciso impedir a reprodução.
Em ambos os casos, o descuido pode transformar o lar em um ambiente de risco. A prevenção é a melhor forma de manter esses perigos afastados. Afinal, tanto o escorpião quanto o mosquito não fazem distinção: entram em qualquer lugar onde encontram abrigo e condições para se multiplicar.


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