Esposa luta para realizar desejos de marido que tem câncer extremamente agressivo

Jorginho com a esposa Luciana: amor que não se mede

Luciana Jerônimo e Jorge Jr foram feitos um para o outro. Sabe aquelas histórias que parecem filme? Eles se conheceram, dizem que foram “prometidos” em casamento, cada um cuidou da sua vida por um tempo, mas o amor, esse indelével aglutinador de almas, os colocou no mesmo caminho e o altar foi o fim, mas se tornou também o começo de uma relação apaixonada que perdura até hoje e nenhum problema, por maior que seja, parece fazer  Luciana desistir. Ela segue à risca “o na saúde e na doença” e agora corre para ajudar seu marido que passa pelo momento mais delicado de sua vida. Os são-carlenses estão lutando muito para Jorginho conseguir realizar seus sonhos e você pode ajuda-los.

Dores

Em 2018, Jorginho sentia muitas dores no ombro esquerdo e após realizar tratamento no SUS usou suas economias e as da esposa e fez uma intervenção particular.  “Pagamos a cirurgia, fizemos todos os exames e o procedimento era para durar 1 hora e meia, mas durou 8 horas, angustiada aguardava por notícias, e quando o  médico chegou até o quarto me informou que meu esposo sofria com um tumor e como tínhamos pago uma cirurgia pequena ele não tinha todo o suporte para fazer a remoção de 100% na área atingida, sendo assim teríamos que procurar mais tratamento”, revelou.

A saga de Jorginho e Luciana se iniciou ali, Jorginho foi confirmado com um câncer chamado de osteossarcoma (uma doença rara) em sua escápula e como em São Carlos não havia tratamento, eles foram buscar alternativas em outras cidades. O casal achou acolhida no Hospital do Amor, centro de excelência em Barretos, mas tiveram suas vidas paralisadas pela desagradável surpresa de tão terrível doença.  O casal decidiu lutar contra este mal, uma enfermidade terrível, mas eles estavam dispostos. A vida mudou, eles mudaram, tiveram que viver em Barretos “da forma que fosse possível”, porque Jorginho necessitava do tratamento, estavam passando pelo maior desafio de suas vidas.

Jorginho fez quimioterapias no Hospital do Amor em Barretos, porém as sessões não tiveram o efeito desejado, pois ao invés de se diminuir o tamanho da enfermidade, ela estava aumentando. “Passamos nossos aniversários de maio todos dentro do hospital, tivemos alta no meu aniversario exatamente dia 25 e como éramos nós por nós permanecíamos o tempo todo dentro do hospital, chegou o momento da 1ª cirurgia  realizada no Hospital de Amor, depois de várias consultas e fomos  informados que poderia haver a amputação do membro  esquerdo porque o tumor era grande”, contou.

O momento foi de muita tensão. “Apegamos em nossa fé e pensamos: vamos lá, que daqui a pouco tudo vai acabar, realizamos a cirurgia, porém o tumor tinha 7,100 kg e o meu marido tomou 92 pontos, por isso a cicatrização foi muito difícil, então tivemos uma segunda internação de 28 dias, onde ficamos praticamente sem ver a luz do dia, tivemos dois períodos na UTI com sangramentos, muita dor e muita dificuldade, afinal nesse início ocorreu a retirada de 100% da escápula esquerda e 1/3 da clavícula, o que não permitia o uso de uma prótese para ter mobilidade do ombro, então iniciamos as adaptações para que ele conseguisse fazer o máximo de coisas possíveis sozinho”, recordou.

Porém, depois da alta novos exames apontaram nódulos nos pulmões, uma 1ª metástase. “Depois de termos passado por um tumor de 7,100 kg  nada mais nos abalava, continuamos as quimios para diminuir e impedir as metástases”, revelou.

Jorginho fez a primeira cirurgia em janeiro de 2020 para retirar os nódulos que eram inicialmente cinco, contudo a intervenção mostrou 12 nódulos, uma nova cirurgia no pulmão seria realizada, contudo acabou cancelada por conta da pandemia de COVID-19 e não aconteceu até este momento.

Segundo Luciana, em 6 de maio desse ano ocorreu a última sessão de quimioterapia, de 32 previstas durante a pandemia de COVID-19. “Após os exames chegarem e passarmos com a medica foi constatado mais uma metástase na base da costela, pequena ainda, teríamos que fazer mais quimioterapia para tratar, seriam mais 6 sessões com intervalos maiores, quando chegássemos na terceira faríamos os exames novamente para constatar a diminuição”, disse.

Entretanto, a notícia não foi a esperada. “Infelizmente, em 21 de setembro, nosso chão se abriu mais uma vez, o tumor não diminuiu, e novamente aumentou de 3 cm para 11 cm,  este foi o maior baque de todos, não existe mais um tratamento eficaz para matar o tumor, e a radioterapia não funciona contra esse tipo de câncer, e quando o osteossarcoma volta pela segunda vez, vem mais agressivo, hoje estamos nas mãos de Deus, pois para Ele nada é impossível, mais como os médicos nos passaram, talvez nenhum tratamento funcione,  estamos com os pés no chão e caso não haja a cura, a única coisa que queremos é realizar todos os sonhos possíveis do Jorginho”, contou.

“Hoje ele tem 26 anos e em quase 2 anos de tratamento que estamos no Hospital de Amor já vimos muitas crianças falecerem,  e sentimos a dor de todas as famílias, é uma situação triste e dolorida demais, hoje  temos  4 sobrinhos pequenos e não nos imaginamos vendo-os nessa situação, hoje nosso maior arrependimento talvez seja que seguimos o que a sociedade dita: namorar, casar, ter casa e carro e após a estabilidade, os filhos,  sou a esposa dele, a Luciana, tenho  27 anos e me vejo sem chão, sem o meu marido. Quero realizar os sonhos do Jorginho, ele nunca andou de montanha russa, nunca foi a praia, seu maior sonho é conhecer a neve mais com o COVID não foi possível, assistir um jogo de futebol do Corinthians, ver um jogo de basquete, conhecer ou ir em um show com seus 4 amigos que são fãs do Thiago Ventura, acho que mesmo que consigamos o dinheiro para a nossa vakinha, talvez, o Jorginho não consiga realiza-los, mas não desistiremos. Gostaria de pedir ajuda para divulgar nossa vakinha, para que enquanto ele estiver aqui possamos apostar nos seus sonhos, nós poderíamos até parcelar alguma viagem ou algo assim,  mais hoje sou costureira, e ele depende do INSS e já estamos há 3 meses passando apertado, pois não temos auxílio-doença”, conta.

Você pode ajudar contribuindo na conta corrente abaixo ou na Vakinha Virtual:

Caixa Econômica Federal
Agência 1998
Operação 013 poupança
Conta 41362-5
CPF 41767874812
Luciana Cristina Jeronimo
Contatos: e-mail: lujeronimo@outlook.com

Telefone: (16) 9 94548825

Por Renato Chimirri, palmeirense que quer ajudar o corintiano Jorginho.