Estudantes temem assaltos na região da UFSCar, Cemitério e Rodoviária

Região da UFSCar é preocupante

São vários relatos de estudantes que foram assaltados ou que já “passaram apertado” na região da UFSCar e também imediações da Rodoviária e Cemitério Nossa Senhora de Carmo. O que mais lhes tem assustado são pessoas que, infelizmente, estão em situação de vulnerabilidade social e acabam cometendo delitos para conseguir alguma coisa.

Os alvos principais em assaltos tem sido, sobretudo, os aparelhos celulares, pois atualmente a maioria das pessoas carrega consigo um telefone móvel. Ocorre que em muitos roubos o celular levado prejudica sensivelmente o desenvolvimento dos estudos por parte dos alunos, pois muitos deles usam o aparelho para fazer atividades do seu respectivo curso e quando o perdem durante um roubo tem sua vida acadêmica muito complicada, pois para comprar um novo o dinheiro pode ser insuficiente e uma dívida acaba representando um peso extra no orçamento que para se manter em São Carlos não estava nas previsões iniciais. Isso pode até implicar em desistência do curso.

A reportagem conversou com duas pessoas que passaram por momentos desagradáveis. Uma delas contou que já foi abordada na região do Cemitério. “Um rapaz veio em minha direção e trombou comigo, tentou pegar meu celular, eu sai correndo, mas com isso perdi uma bolsinha que tinha algum dinheiro, ele não levou o aparelho, mas com uma outra amiga foi diferente, uma cara conseguiu roubá-lo”, contou.

Um estudante disse que certa vez estava voltando da UFSCar e foi abordado logo no início da noite perto do Hospital Universitário. “Estavam em dois, pegaram meu celular, não foi a primeira vez, tive um prejuízo grande, mas estou vivo e por isso agradeço”, destacou.

Para os estudantes, alguma coisa poderia ser feita na região por parte das autoridades. “Seria interessante uma integração entre a UFSCar, as forças de segurança e a Prefeitura, uma discussão sobre o assunto, esta região não pode ficar assim, temos que evitar que algo grave aconteça e quando falo grave é alguém se machucar, isso não pode ocorrer, pois vai prejudicar os estudantes e a própria imagem de São Carlos, cidade que me acolheu e por aqui pretendo ficar, pois me apaixonei pelo município”, ponderou a fonte.

É unânime que todos os estudantes estão com medo e eles tem procurado andar em grupo, usar as redes sociais e os aplicativos de comunicação. “Essa é uma arma que temos, a informação pode fazer a diferença, mas certamente temos muito medo, não tem como não ser assim”, ressaltou o estudante que pediu para não ser identificado.