O Brasil está entre os países com pior conectividade nas escolas. É o que revela um estudo organizado pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015.
Quando o estudante realiza o Pisa, é necessário que ele responda perguntas sobre a existência e o uso de computadores na escola, bem como o acesso à internet. Sobre a presença de computadores, 20,19% responderam que há em sua escola, mas não é utilizado. Outros 28,69% disseram que usam o computador e 26,48% responderam que a escola não tem o equipamento.
O Pisa é aplicado aos 35 países-membros da OCDE e 35 nações parceiras da organização, como o Brasil. A avaliação contém conteúdos de matemática, português e ciências, em uma prova aplicada a estudantes de 15 anos de idade. Em 2015 foi aplicado a 540 mil estudantes que, por amostragem, representam os 29 milhões de estudantes.
A pesquisa mostrou também que os estudantes utilizam a internet mais fora do que dentro da escola. No País, 37,65% dos estudantes dizem que não usam a internet na escola. No entanto, o questionário mostra que, fora de casa, 6,6% dos alunos não acessam a rede mundial de computadores durante a semana, e a maior parte (25,89%) acessa a internet mais de 6 horas por dia. Quando analisada a conexão sem fio, a porcentagem de estudantes brasileiros que afirmam usá-la na escola chega a 29,21%, mas o país aparece no ranking com a quinta menor porcentagem entre os países analisados.
No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), participaram 23.141 estudantes de 841 escolas








