Exemplo: Jovem deixa de recolher lixo e torna-se empreendedor no mundo da música

Kaique Rodrigues de Almeida foi jovem aprendiz e passou por dois cursos no Senac São Carlos antes de abrir o próprio negócio 

 

Segundo uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o número de empreendedores entre 18 e 34 anos cresceu 7% em 2017 e 2018. Entre esses 15,7 milhões de jovens que investiram em negócios próprios no período, está Kaique Rodrigues de Almeida, 24 anos, ex-aluno e ex-aprendiz do Senac São Carlos.

Apaixonado por música, Kaique sempre idealizou empreender na área, ideia que ganhou ainda mais força quando adquiriu sua primeira bateria, aos 18 anos. Ao aliar o que aprendeu na unidade com o passatempo preferido, ele deixou o emprego em uma famosa rede de lojas para investir na própria empresa. Foi aí que nasceu a startup MusiMy em 2016, plataforma de aulas musicais que oferece conteúdos didáticos por meio de assinaturas on-line. Atualmente, o projeto conta com 100 clientes ativos.

Mas para chegar neste nível, o ex-aluno teve que batalhar muito. De família simples, Kaique começou sua trajetória cedo, aos sete anos, recolhendo lixo reciclado e entregando jornais de porta em porta. Aos 13 anos, conseguiu um emprego como mecânico, até que em 2010, ingressou no Programa Senac de Aprendizagem.

“Essa experiência como aluno e funcionário me ajudou demais. Ambas foram essenciais para aprimorar minha comunicação, visão de mundo e mercado, o que facilitou, inclusive, os meus relacionamentos interpessoais. Lá, também fui estimulado a empreender e, isso gerou em mim novas metas e sonhos”, descreve.
Após concluir o curso e sair do programa, Kaique passou por diversas empresas e se estabeleceu na loja C&A. “Na época do processo seletivo, o recrutador comentou durante a entrevista que, além da minha desenvoltura ao me comunicar, um dos pontos que chamou sua atenção foi o nome Senac no currículo. Disse que a instituição é referência em educação profissional e que minha experiência como aprendiz foi um diferencial.”

Dedicado, com menos de 10 meses de trabalho, foi promovido para atuar como líder operacional e, em seguida, como líder de caixa e supervisor. As novas funções o fizeram perceber que precisava buscar mais conhecimento, o que o levou de volta ao Senac. Então, em 2014, ele se matriculou no curso Auxiliar Administrativo.
Kaique seguiu no emprego até 2016, quando abriu a startup. No entanto, a área de vendas não ficou para trás. Já empreendendo, foi convidado para liderar a área comercial de uma loja de atacado em São Carlos e aceitou. “Entendi que precisaria de mais dinheiro para continuar a investir no meu negócio e foi a melhor decisão que tomei. Em um ano conciliando as duas atividades, consegui realizar muitos sonhos e ajudei financeiramente minha família.”

Relembrando sua trajetória, ele avalia tudo o que passou e ressalta o aprendizado como um divisor de águas. “Sou muito grato ao Senac por ter chegado até aqui. Há nove anos eu era apenas mais um jovem entre tantos que  desejam empreendedor no Brasil. Agora, como empresário, sei que posso ajudar muitas pessoas”.