Exportação de biscoitos, massas e pães industrializados produzidos no Estado de São Paulo tem crescimento de 33% em 2018

InvestSP

Em 2018, as exportações de alguns setores da indústria alimentícia tiveram o melhor resultado dos últimos quatro anos de acordo com dados da Associação Brasileira de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos (ABIMAPI). A entidade que havia divulgado o resultado nacional recentemente repassou as informações à InvestSP, que analisou a participação do Estado de São Paulo nas exportações brasileiras.

O crescimento das exportações do país deve-se muito à melhora das exportações paulistas. As empresas instaladas no Estado exportaram no ano passado mais de 45 mil toneladas e faturaram US$ 94,97 milhões (R$ 347,5 milhões considerando-se a cotação média do dólar de 2018). Isso representou um crescimento de 33% com relação ao faturamento do ano de 2017 que foi de US$ 71,16 milhões e de 30% em relação ao volume de vendas de 35 mil toneladas.

São Paulo também teve aumento na participação das exportações nacionais. Em 2017, as empresas do Estado foram responsáveis por 55% dos US$ 129,24 milhões exportados e em 2018 houve um crescimento da participação para 69,5% dos US$ 136,69 milhões exportados pelo país.

Bolachas e biscoitos, waffles e wafers são os produtos que dominam a pauta. Em 2018, as empresas exportaram US$ 63,60 milhões nessas categorias que foram responsáveis por 67% das exportações paulistas referentes ao mercado em questão.

Dois países destacam-se nas compras de produtos feitos em São Paulo. Os Estados Unidos é o principal destino das exportações brasileiras do setor. Lá, as vendas atingiram US$ 33 milhões e 12 mil toneladas. No Mercosul, o país com mais apetite de produtos brasileiros é o Paraguai, que é a segunda região mais importante para as vendas internacionais de empresas associadas à ABIMAPI.

A InvestSP acredita que a melhora tanto do volume exportado quanto do faturamento é um bom sinal para economia do Estado. “O crescimento das exportações e sua manutenção em níveis mais elevados é um bom sinal para o setor alimentício. Isso possibilita que as empresas façam novos investimentos para manter a estratégia de expansão internacional”, concluiu o diretor de investimentos da agência, Sérgio Costa.