Família doa órgãos de jovem de 23 anos que teve morte encefálica constatada na Santa Casa

Doação na Santa Casa

A equipe da Comissão de Captação e Transplante de Órgãos e Tecidos da Santa Casa de São Carlos realizou na noite dessa segunda-feira, 22 de outubro a sexta captação de múltiplos órgãos no ano, com a doação de coração, pulmão, pâncreas, fígado, rins e córneas de um paciente de 23 anos, que teve a morte encefálica confirmada na noite de domingo, 21.

A cirurgia de retirada de múltiplos órgãos foi a 19ª realizada desde 2012 no hospital.
Esse ato de solidariedade da família irá beneficiar diretamente oito pessoas que agradam na fila de espera para receber os órgãos para transplante.

Para a cirurgia de captação viram equipes do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas) e Hospital Lefort ambos da capital paulista; Unicamp de Campinas e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Esta é a terceira vez que se capta o coração e a segunda oportunidade de retirada do pulmão na Santa Casa.

O médico coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e coordenador da Comissão de Captação de Órgãos e Tecidos Humano da Santa Casa, Dr. José Carlos Bonjorno Junior, ressaltou a importância da divulgação do ato de doar. “O Brasil tem índices muito baixo de doadores quando comparado a países da Europa. “É importante que a pessoa expresse em vida seu desejo de ser doador de órgãos, para que a família possa juridicamente, efetivar a doação”.

O Ministério da Saúde ressalta que hoje, pela legislação brasileira, a retirada de órgãos e tecidos de pessoas com morte encefálica comprovada só pode acontecer após a autorização da família. Por isso, quem tem interesse em doar órgãos deve manter a família avisada, diz o governo.

O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte.