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Feminicídio: homens matam porque acreditam que podem; Isso precisa acabar!

O feminicído precisa acabar\

O feminicído precisa acabar

O feminicídio não é apenas uma estatística sombria que cresce a cada ano no Brasil e no Estado de São Paulo. É um espelho incômodo — e urgente — da nossa incapacidade coletiva de impedir que mulheres continuem sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres. E é preciso dizer com todas as letras: os homens precisam assumir a responsabilidade de enfrentar esse problema de frente. Não como coadjuvantes, não como espectadores, mas como agentes ativos de transformação.

Porque, sejamos claros: o feminicídio é, majoritariamente, cometido por homens. E quando um grupo é o principal autor de uma violência, é esse grupo precisa cooperar incessantemente com o esforço para pôr fim a ela. É moralmente inaceitável delegar às vítimas a tarefa de impedir o próprio assassinato. É absurdo cobrar que as mulheres mudem seus hábitos, deixem de sair sozinhas, usem aplicativos de segurança, denunciem mais ou menos, quando o verdadeiro foco deveria ser o óbvio: mudar o comportamento dos homens.

O Estado tem sua parcela — e sua obrigação — na criação de políticas públicas, acolhimento e proteção. Mas nenhum governo será capaz de controlar o que acontece dentro das casas, nos relacionamentos, nas conversas de bar, nos grupos de mensagens onde a violência começa a se normalizar. Esse território é dos homens, e é nele que a mudança precisa ser plantada. A cultura da violência contra a mulher é inaceitável.

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Sobre o feminicídio:

É preciso dizer sem rodeios:
homens matam porque acreditam que podem.
Porque foram criados em uma cultura que naturaliza o controle, o ciúme, a posse disfarçada de amor. Porque muitos cresceram ouvindo que “homem é assim mesmo”, que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, que “mulher tem que saber seu lugar”. Esse caldo cultural é o combustível de uma violência que se renova todos os dias.

E só os homens têm poder real para desmontar essa estrutura — começando pelas pequenas atitudes.

Homens precisam falar com outros homens.
Precisam interromper piadas machistas.
Precisam enfrentar amigos violentos.
Precisam recusar a cumplicidade silenciosa.
Precisam educar seus filhos com afeto, empatia e respeito.
Precisam rever seus próprios comportamentos, seus ciúmes, sua forma de amar.
Precisam entender que “ser homem de verdade” não é dominar ninguém — é controlar a si mesmo.

O feminicídio faz das mulheres vítimas contumazes. E ele é um problema dos homens que violam e dos homens que se calam. É um problema de toda uma sociedade que ainda hesita em responsabilizar quem precisa ser responsabilizado.

Enquanto os homens não se levantarem coletivamente contra essa barbárie, continuaremos lendo manchetes trágicas, vendo famílias destruídas e repetindo rituais de indignação que não impedem a morte da próxima vítima.

Chegou a hora de assumir:
se os homens não mudarem, o feminicídio não vai parar.

E não há mais espaço para desculpas, neutralidade ou indiferença. O combate ao feminicídio exige coragem — e os homens, finalmente, precisam demonstrá-la onde mais importa.

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