Fevereiro foi o mês mais frio já registrado na Terra desde 2014

Mapa do fenômeno

O mês de fevereiro de 2021 foi marcado pela presença do fenômeno La Niña no oceano Pacifico e as altas temperaturas na América do Norte e na Ásia. De acordo com o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o Hemisfério Norte teve o oitavo inverno mais quente já registrado em 142 anos.

No último relatório Clima tológico global, a temperatura média global da superfície terrestre e oceânica no mês de fevereiro foi 0,65°C acima da média do século XX. Sendo um dos fevereiros mais quentes já registrados, mas o mais frio desde 2014.

Mês de extremos

O hemisfério norte teve o 14° e o hemisfério sul o 19º fevereiro mais quente da história. O calor foi notável na parte oriental do Canadá, Europa e no sul e nordeste da Ásia. Em contra partida, os países da Península Escandinava, América do Norte e norte da Ásia apresentaram temperaturas abaixo do normal, com cerca de 3,0°C abaixo da média.

O mês de fevereiro também foi marcado pela ocorrência de fenômenos extremos na América do Norte e na Oceania, onde o frio bateu recorde. A América do Norte teve seu fevereiro mais frio desde 1994, assim como a quarta maior cobertura de neve já presenciada em um mês de fevereiro. A Oceania registrou o fevereiro mais frio desde 2012.

Cobertura de Gelo Marinho

A camada de gelo marinho nos polos foi excepcionalmente pequena. No Ártico, o gelo marinho teve a 7º menor extensão registrada para fevereiro, empatando com 2017. Já na Antártica, o gelo marinho foi classificada como a 11º menor extensão já registrada.

Anomalia de Temperatura – Continente e Oceano (Fevereiro 2021).

Sobre a Climatempo

Com solidez de 30 anos de mercado e fornecendo assessoria meteorológica de qualidade para os principais segmentos, a Climatempo é sinônimo de inovação. Foi a primeira empresa privada a oferecer análises customizadas para diversos setores do mercado, boletins informativos para meios de comunicação, canal 24 horas nas principais operadoras de TV por assinatura e posicionamento digital consolidado com website e aplicativos, que juntos somam 20 milhões de usuários mensais.

Em 2015, passou a investir ainda mais em tecnologia e inovação com a instalação do LABS Climatempo no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). O LABS atua na pesquisa e no desenvolvimento de soluções para tempo severo, energias renováveis (eólica e solar), hidrologia, comercialização e geração de energia, navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes. Principal empresa de consultoria meteorológica do país, em 2019 a Climatempo uniu forças com a norueguesa StormGeo, líder global em inteligência meteorológica e soluções para suporte à decisão.

A fusão estratégica dá à Climatempo acesso a novos produtos e sistemas que irão fortalecer ainda mais suas competências e alcance, incluindo soluções focadas nos setores de serviços de energia renovável. O Grupo segue presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 35 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.