A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o Projeto de Lei 654/11, do deputado Ricardo Izar (PP-SP), que prevê um dia de folga por ano para as servidoras públicas federais realizarem exame preventivo de câncer ginecológico. A proposta também prevê que o ingresso da mulher no serviço público federal seja precedido do exame preventivo.
O parecer da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), foi favorável à proposta. “Apesar das advertências de importantes organizações médicas, diversas mulheres deixam de fazer um exame ginecológico anual, o que acaba ocasionando a morte de milhares de mulheres todos os anos, pois muitas delas acreditam que somente necessitam ir ao médico quando há sintomas de doenças”, disse.
Também conhecido como Papanicolau (em homenagem ao patologista grego de mesmo nome, inventor do exame), o preventivo é um exame realizado no próprio consultório ginecológico. É coletada uma amostra do material do colo do útero a fim de analisar a natureza das células – e, eventualmente, detectar a presença de alterações.
O exame preventivo atua no diagnóstico de uma série de irregularidades no aspecto das células do colo uterino. Este exame é tido pelos médicos como a principal estratégia para se obter o diagnóstico precoce de lesões cancerígenas no colo do útero, antes mesmo que o quadro evolua o suficiente para externar sintomas notáveis. Quando as chamadas lesões precursoras (que antecedem o aparecimento efetivo da doença) são detectadas, as chances de cura do quadro são de 100%. Esta é a principal razão pela qual a regularidade do exame preventivo é tão importante: ele é capaz de poupar mulheres de passar por todo o desgaste físico e emocional da luta contra o câncer, proporcionando maiores chances de um tratamento de sucesso.
A deputada relatora ainda cita ainda dados do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicada pelo Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), segundo os quais o número de mortes relacionadas ao câncer do colo uterino aumentou em 28,6% nos últimos dez anos.
Além da detecção do câncer ainda na fase pré-clínica (sem sintomas), o exame preventivo auxilia no diagnóstico de outras questões, como lesões internas causadas pelo HPV, infecções e inflamações vaginais e doenças sexualmente transmissíveis sem sintomas externos.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara Notícias e Agemed









