Há crimes que ultrapassam o prejuízo material e atingem diretamente a comunidade. O furto registrado na madrugada desta quinta-feira (24), na CEMEI José Campos Pereira, no bairro Cidade Aracy, em São Carlos, é um desses casos.
Segundo uma moradora da região que procurou a reportagem do São Carlos em Rede, criminosos danificaram o quadro de energia elétrica da unidade escolar, comprometendo o funcionamento de diversos setores.
Sem energia, a geladeira deixou de funcionar, a cozinha ficou no escuro e as atividades da escola foram prejudicadas. Ainda conforme o relato recebido pela reportagem, as crianças teriam sido dispensadas em razão da situação.
É preciso dizer com todas as letras: furtar uma escola é atingir crianças, famílias, professores e toda uma comunidade.
O prejuízo vai muito além dos fios e equipamentos
Quem invade uma unidade de ensino para furtar componentes elétricos não está apenas provocando um dano ao patrimônio público. Está interferindo em um serviço essencial para dezenas de famílias que dependem da educação infantil.
Uma escola precisa de energia para conservar alimentos, preparar refeições, manter equipamentos em funcionamento e oferecer condições adequadas de atendimento.
Quando criminosos danificam sua estrutura, toda essa rotina fica comprometida.
Há também consequências para os pais e responsáveis. Muitas famílias organizam seus horários de trabalho contando com o funcionamento regular da unidade escolar. Uma eventual suspensão das atividades pode obrigá-las a encontrar, de última hora, alguém para cuidar dos filhos.
E tudo isso por causa de um furto.
Falta consciência para quem furta uma escola
O episódio no Cidade Aracy provoca indignação porque revela o desprezo pelas consequências de uma ação criminosa.
É difícil compreender como alguém consegue danificar a estrutura de uma escola sem considerar que, poucas horas depois, crianças chegarão ao local esperando encontrar um ambiente preparado para recebê-las.
O dinheiro necessário para reparar os estragos também sai dos recursos públicos. Valores que poderiam ser utilizados na manutenção, na melhoria das instalações e no atendimento à população acabam destinados à recuperação de danos provocados pela criminalidade.
O prejuízo, portanto, não fica restrito ao quadro de energia.
Ele chega à sala de aula, à cozinha, à casa dos trabalhadores e à rotina de quem depende da escola.
A escola é um patrimônio da comunidade. Atacá-la significa prejudicar justamente as pessoas que mais precisam dela.
Escola precisa ser protegida, e responsáveis devem responder pelo crime
O caso reforça a necessidade de proteção das unidades de ensino de São Carlos, especialmente durante a madrugada, quando os prédios ficam mais vulneráveis a invasões e furtos.
É fundamental que ocorrências dessa natureza sejam investigadas e que os responsáveis, caso identificados, respondam por seus atos na forma da lei.
Também é necessário que os danos sejam reparados com rapidez, permitindo que a CEMEI José Campos Pereira retome integralmente suas atividades.
A comunidade escolar não pode continuar arcando com as consequências de ações criminosas.
O São Carlos em Rede espera que a situação seja resolvida o quanto antes, com a recuperação do sistema elétrico e o restabelecimento das condições necessárias para o atendimento das crianças.
Porque uma escola não é apenas um prédio público. É um espaço de educação, acolhimento e desenvolvimento.
Quem furta uma escola não prejudica apenas o poder público. Prejudica o presente das crianças e desrespeita o futuro de toda a cidade.
Artigo de opinião — São Carlos em Rede. As informações sobre os danos e a possível dispensa das crianças são provenientes do relato de uma moradora. Até a elaboração deste texto, não havia confirmação oficial apresentada sobre a extensão dos prejuízos ou a suspensão das atividades.
