Golpe do falso advogado causa mais um prejuízo financeiro em São Carlos

Um morador de São Carlos, procurou a Polícia Civil após ser vítima do chamado golpe do falso advogado. Os criminosos utilizaram informações sobre um antigo processo judicial para convencer a vítima de que ela teria direito a receber uma indenização de R$ 150 mil. Durante a fraude, foram realizadas transferências bancárias e identificada a contratação de um empréstimo de R$ 12.475.

O caso foi registrado no Plantão Policial de São Carlos no dia 31 de outubro de 2026.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima sofreu um acidente de trânsito em 2007 e, na ocasião, entrou com um pedido de indenização relacionado ao seguro DPVAT, em razão das lesões sofridas.

Anos depois, recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como integrante de um escritório de advocacia. O interlocutor afirmou que a ação judicial havia sido julgada favoravelmente e que existia uma quantia de R$ 150 mil disponível para recebimento.

Golpista se passou por promotor de Justiça durante chamada de vídeo

Durante o contato, a ligação foi transferida para outra pessoa, que se apresentou como promotor de Justiça. A conversa prosseguiu por meio de uma chamada de vídeo pelo WhatsApp.

De acordo com o relato apresentado à Polícia Civil, o suposto representante da Justiça demonstrou conhecer diversas informações pessoais da vítima, o que contribuiu para dar credibilidade à história.

Convencido de que estava tratando de um procedimento legítimo para receber a indenização, o morador passou a seguir as orientações fornecidas pelos criminosos.

Inicialmente, foi instruído a movimentar dinheiro entre contas bancárias de sua própria titularidade, transferindo valores do Banco do Brasil para a Caixa Econômica Federal.

Durante todo o procedimento, o golpista permaneceu em contato telefônico com a vítima, orientando as operações realizadas pelo celular.

Posteriormente, os valores foram transferidos para contas de terceiros indicadas pelos envolvidos na fraude.

Vítima identifica empréstimo de R$ 12,4 mil e transferências via PIX

Ao analisar as movimentações financeiras, o morador constatou que haviam sido realizadas aproximadamente quatro ou cinco transferências via PIX para destinatários diferentes, além de outras operações que considera fraudulentas.

Entre as transações identificadas estava a contratação de um empréstimo no valor de R$ 12.475, com pagamento previsto em 60 parcelas de R$ 554,55.

O valor total das parcelas desse financiamento chega a R$ 33.273, caso o contrato seja integralmente pago nas condições registradas.

A vítima também identificou uma transferência via PIX de R$ 13.666,66 para uma conta de terceiros.

Entretanto, o prejuízo financeiro total ainda não foi determinado, uma vez que outras movimentações precisam ser verificadas.

Após perceber que havia sido enganado, o morador providenciou o bloqueio e o cancelamento de suas contas bancárias.

Polícia Civil vai analisar movimentações financeiras

O boletim de ocorrência informa que a vítima deverá comparecer à delegacia responsável pela região para prestar esclarecimentos complementares e apresentar documentos relacionados às transações.

Entre os elementos necessários estão comprovantes bancários, informações sobre os valores transferidos e detalhes que possam contribuir para a identificação dos responsáveis.

A ocorrência foi encaminhada à unidade policial competente para análise e definição das providências investigativas.

Como evitar o golpe do falso advogado

O golpe do falso advogado utiliza informações sobre processos judiciais, indenizações e supostos valores liberados para convencer vítimas a realizar transferências bancárias.

Para reduzir o risco de cair nesse tipo de fraude, alguns cuidados são importantes:

  • Desconfie de ligações ou mensagens informando sobre indenizações inesperadas.
  • Confirme qualquer informação diretamente com seu advogado, utilizando um telefone já conhecido.
  • Não realize transferências via PIX para liberar valores de processos judiciais sem verificar a autenticidade da solicitação.
  • Não compartilhe senhas, códigos bancários ou acesso ao celular durante chamadas.
  • Desconfie de pessoas que se apresentam como autoridades judiciais e exigem movimentações financeiras.
  • Em caso de suspeita, interrompa o contato e procure imediatamente a instituição financeira.

A recomendação é que vítimas desse tipo de golpe comuniquem rapidamente os bancos envolvidos, solicitem a análise das transações e registrem um boletim de ocorrência.

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