Dois moradores de São Carlos procuraram a Polícia Civil após serem vítimas de golpes no domingo (14). Embora os criminosos tenham utilizado estratégias diferentes, os dois casos têm algo em comum: os golpistas conquistaram a confiança das vítimas se passando por pessoas conhecidas ou profissionais envolvidos em situações aparentemente legítimas.
As ocorrências foram registradas como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, e têm autoria desconhecida.
Golpe: bandido se passa por amigo e oferece ar-condicionado
Em uma das ocorrências, a vítima contou à Polícia Civil que recebeu uma mensagem de uma pessoa que se passou por um amigo. Durante a conversa, o suposto conhecido afirmou que estava vendendo um aparelho de ar-condicionado e iniciou uma negociação.
Convencida de que realmente conversava com o amigo, a vítima realizou uma transferência bancária de R$ 1.250. Um detalhe ajudou a tornar a história mais convincente: o nome informado como destinatário do dinheiro coincidia com o nome da esposa do verdadeiro amigo.
A fraude somente foi percebida depois que um familiar alertou sobre a possibilidade de golpe. A vítima então procurou o verdadeiro amigo, que confirmou não estar vendendo qualquer aparelho de ar-condicionado.
Falsa advogada e suposto promotor
O segundo caso utilizou uma abordagem diferente e mais elaborada. Segundo o boletim, um morador recebeu uma mensagem de uma pessoa que se apresentou falsamente como advogada. O golpista alegou que a vítima teria obtido êxito em um processo judicial e informou que um suposto promotor entraria em contato para tratar do assunto.
Durante a sequência de contatos, a vítima foi orientada a fornecer dados pessoais e também a realizar a gravação da tela de um celular.
Seguindo as instruções, inicialmente movimentou R$ 3.500 entre contas de sua própria titularidade. Posteriormente, realizou uma transferência de R$ 4.099 para uma conta de terceiro. Depois das operações, percebeu que havia sido enganada e procurou a Polícia Civil.
Polícia orientou vítimas sobre tentativa de recuperar dinheiro
Nos dois casos, as vítimas receberam orientação para procurar as instituições financeiras e obter os extratos detalhados das operações, que poderão auxiliar nas investigações.
Também houve orientação para solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento utilizado em determinadas situações envolvendo fraudes via Pix para tentar bloquear e recuperar valores transferidos.
No caso envolvendo a falsa advogada, a vítima também foi orientada a consultar o Registrato, do Banco Central, como medida de precaução para verificar se alguma conta teria sido aberta indevidamente em seu nome.
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