Nesta semana ao menos três pessoas da rede social profissional Linkedin publicaram sobre terem sido procurados pelo Planalto para defender a Reforma Da Previdência. Flávia Gamonar (674 mil seguidores), Murillo Leal (255 mil seguidores) e Matheus de Souza (85 mil seguidores) relataram ter declinado a proposta.
Pelo alto número de seguidores, são considerados “influenciadores”. Flavia é doutoranda em Mídia e Tecnologia pela Unesp, Murillo é jornalista e Matheus é um “nômade digital”. Os três foram considerados pelo Linkedin Top Voices, ou seja, algumas das principais vozes da rede no Brasil.
Flavia afirma em sua publicação que foi procurada para escrever bem sobre um assunto polêmico e que grande parte da população é contra. Comentou que poderia cobrar o que quisesse, mas recusou por questões éticas e valores pessoais.
“Há valores que compram carros e viagens incríveis, mas nenhum paga o compromisso com quem você é e o que acredita, com dormir com a consciência tranquila” declarou a doutoranda. Confira a publicação completa.
Murillo e Matheus foram mais diretos em suas publicações. Receberam o “convite” do Governo Federal e elencaram razões para não aceitarem. Não acreditam conhecer a proposta o suficiente para apoiá-la e não também não pensam que a instituição seja confiável. Murillo ainda entende que o dinheiro público deveria ter outras prioridades.
Esta ação vai de encontro a várias outras que o Governo tem tomado para aumentar a credibilidade da Reforma. Esta semana lançou vários vídeos com o intuito de “viralizar” na internet. Pessoas com aparência humilde e até com dentes faltando dizem que o Norte e o Nordeste vão sofrer sem a reforma em uma série de 17 vídeos.
Também foi veiculada durante a semana passada uma campanha da Reforma que imita a propaganda do Posto Ipiranga. Assista aqui.
O Palácio do Planalto ainda teve a iniciativa de procurar o Google para publicar anúncios sobre a Reforma da Previdência, o que acabou gerando certa desconfiança nas redes sociais nas últimas semanas.
A votação da proposta está prevista para o dia 19 de fevereiro, e o Governo ainda não tem os 306 votos necessários para a Reforma passar na Câmara de Deputados. No ano passado foi gasto cerca de R$ 103,5 milhões com agências de publicidade apenas para anunciarem as mudanças na aposentadoria. Mais de um terço do total de gastos da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
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