A greve dos professores da rede estadual segue sem previsão para acabar. No dia de ontem (24) a reunião no Centro Administrativo, em Porto Alegre, entre o chefe da Casa Civil, o secretário Fábio Branco, e lideranças do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers), como a coordenadora Helenir Schurer, não durou mais de cinco minutos e também não cumpriu seu objetivo de solucionar os problemas que vêm sendo evidenciados pela greve que já chega ao seu 51º dia.
A greve do magistério ocorre em função dos parcelamentos de salários dos servidores que acontece há 22 meses. Segundo Helenir, a greve possui mais dois pontos principais na pauta: o fim do parcelamento do 13°, que no último ano foi parcelado em 12 vezes, e o reajuste do salário que não aconteceu durante os três anos de governo Sartori. A Casa Civil diz que poderá amenizar a situação, diante da crise financeira, somente depois da adesão do Rio Grande do Sul ao Plano do Regime de Recuperação Fiscal, que ainda não tem prazo para ser firmado com o governo federal.
No momento, o fechamento do ano letivo é a principal preocupação. Desde segunda-feira (23), por decisão da Secretaria Estadual de Educação, estudantes de escolas em greve podem pedir a transferência para as escolas que estejam funcionando normalmente. O foco da ação será os estudantes do nono ano do ensino fundamental e no terceiro ano do ensino médio. Como precisam trocar de escola, na maioria dos casos, ou ingressar em uma universidade, não podem perder os prazos para a formatura. “Enquanto o governo não apresenta proposta nenhuma, ele está usando o final do ano letivo para mobilizar pais e alunos” alega Helenir.
O departamento de jornalismo tentou contato com a Secretaria de Educação do Estado, mas não obteve sucesso. Durante o 24º Congresso Gaúcho de Rádio e Televisão, em entrevista a Mariele Gross, comunicadora do Grupo Dial, o governador do estado, Ivo Sartori, declarou: “Achamos que a coisa já foi longe demais. É preciso ter atenção. Esperamos que tudo volte à normalidade”.







