O que é hantavirose? Doença perigosa e que pode matar

O que é hantavirose? Doença perigosa e que pode matar
O que é hantavirose? Doença perigosa e que pode matar/Foto: CDC

A hantavirose é uma doença viral grave transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados. Considerada uma zoonose aguda, a enfermidade pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios e cardiovasculares severos, exigindo atenção imediata da população e das autoridades de saúde.

No Brasil, a doença se manifesta na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode causar insuficiência respiratória grave e até levar à morte. O vírus pertence à família Hantaviridae, gênero Orthohantavirus, e tem como reservatórios naturais alguns tipos de ratos silvestres, que carregam o vírus por toda a vida sem apresentar sintomas.

A transmissão para os seres humanos ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes no ar, originadas da urina, fezes e saliva dos roedores. Também há registros de contaminação por mordidas, contato do vírus com mucosas dos olhos, boca e nariz, além de raros casos de transmissão entre pessoas registrados na Argentina e no Chile, associados ao hantavírus Andes.

Os especialistas alertam que fatores ambientais têm contribuído para o aumento de casos da doença, como o desmatamento desordenado, expansão urbana em áreas rurais e grandes plantações agrícolas, situações que aumentam o contato entre humanos e roedores silvestres.

Os sintomas iniciais da hantavirose podem ser confundidos com outras doenças virais e incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dores abdominais e sintomas gastrointestinais. Com a evolução da doença, podem surgir dificuldade para respirar, respiração acelerada, aumento dos batimentos cardíacos, tosse seca e queda da pressão arterial.

O período de incubação varia entre três e 60 dias, sendo mais comum entre uma e cinco semanas após a infecção.

Tratamento para hantavirose?

De acordo com o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a hantavirose. O atendimento médico é baseado em medidas de suporte intensivo, principalmente para controlar os problemas respiratórios e cardiovasculares provocados pela doença. Por conta da gravidade e rápida evolução dos casos, a hantavirose é de notificação compulsória imediata em todo o país.

Trabalhadores rurais, profissionais de saúde e pessoas expostas a áreas de risco devem utilizar equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção.

A prevenção é considerada a principal arma contra a doença. Entre as recomendações estão manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulho, armazenar alimentos em recipientes fechados e impedir a presença de roedores próximos às residências e locais de trabalho.

Para viajantes e pessoas que frequentam áreas de mata ou acampamentos, a orientação é evitar locais com sinais de infestação de ratos, não dormir diretamente no solo e manter alimentos e lixo devidamente protegidos.

As autoridades de saúde reforçam que qualquer pessoa que apresente febre ou sintomas respiratórios após contato com ambientes de risco deve procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a possível exposição ao hantavírus.

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