Homem é detido depois de adulterar refrigerante com urina

Um homem de 63 anos foi detido em Hong Kong acusado de adulterar garrafas de refrigerantes com urina e devolvê-las às prateleiras de supermercados da cidade. O caso foi revelado durante uma audiência judicial realizada na terça-feira (27), quando o próprio acusado admitiu a prática às autoridades locais.

De acordo com a investigação, o aposentado teria violado embalagens lacradas de bebidas como Coca-Cola e 7-Up, utilizando seringas para inserir o líquido antes de recolocar os produtos à venda. As ocorrências teriam se repetido por mais de um ano, entre julho de 2024 e agosto de 2025, em unidades das redes Wellcome e ParknShop, localizadas em diferentes bairros de Hong Kong.

Um detalhe que chamou a atenção durante a audiência foi o fato de o acusado comparecer ao tribunal vestindo uma camiseta com a inscrição “Enjoy Coca-Cola”. Em depoimento, ele confirmou o método usado para adulterar as bebidas e assumiu a responsabilidade pelos atos.

A defesa alegou que o comportamento começou após o homem enfrentar problemas emocionais relacionados à aposentadoria e a um divórcio recente, o que teria desencadeado um quadro de depressão. Segundo o advogado, o aposentado decidiu cometer os atos após um desentendimento com um funcionário de supermercado e teria encarado a situação como uma espécie de vingança ou “brincadeira”.

As redes varejistas passaram a apurar o caso depois de receberem diversas queixas de consumidores que relataram sabor estranho e alterações no conteúdo das bebidas. Um dos episódios mais graves envolveu uma criança de 9 anos, que passou mal após consumir uma garrafa de Coca-Cola Plus adquirida em uma unidade da Wellcome, em julho de 2025. O menino foi encaminhado a um hospital, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia, sem registro de complicações.

Repercussão e desdobramentos

O episódio causou forte repercussão em Hong Kong e reacendeu o debate sobre os protocolos de segurança alimentar em grandes redes de supermercados. Caso seja condenado, o aposentado pode enfrentar uma pena de até três anos de prisão, conforme previsto na legislação local.

Com informações da imprensa internacional.