
Um homem de 42 anos foi preso em flagrante por violência doméstica após agredir o próprio filho, um adolescente de 12 anos diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), no Jardim Social Belvedere, em São Carlos, na manhã desta terça-feira (26). O caso mobilizou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela conselheira tutelar que já acompanhava a situação familiar. Ela relatou que havia sido chamada pelo próprio pai do adolescente para comparecer à residência localizada na Rua Ernesto Chiari. No local, os policiais encontraram a conselheira aguardando a chegada da viatura.
Durante o atendimento, o homem admitiu aos policiais que havia agredido o filho após um desentendimento dentro da residência. Conforme o relato registrado pela Polícia Civil, ele afirmou ter utilizado um fio de cobre para atingir o adolescente nas costas, alegando que o jovem teria lhe desrespeitado. Ainda de acordo com o boletim, o pai confirmou que o filho possui diagnóstico de transtorno do espectro autista.
O Conselho Tutelar informou às autoridades que acompanha a família há algum tempo devido às dificuldades de convivência entre pai e filho. O boletim também aponta que o homem é viúvo e que a mãe do adolescente já faleceu.
Ainda conforme o registro policial, foi o próprio agressor quem entrou em contato com a conselheira tutelar após as agressões, pedindo ajuda para lidar com a situação. Diante dos fatos, os policiais militares conduziram o pai e o adolescente até o Plantão Policial de São Carlos, onde a ocorrência foi apresentada.
A vítima passou por encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que deverá constatar oficialmente as lesões sofridas. Segundo a autoridade policial, o adolescente apresentava ferimentos na região lombar e também na perna esquerda.
Após ouvir as partes envolvidas, a Polícia Civil decretou a prisão em flagrante do homem por lesão corporal no contexto de violência doméstica contra pessoa com deficiência. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem da Cadeia Pública local, onde permaneceu à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia.
Já o adolescente ficou sob responsabilidade do Conselho Tutelar. Conforme informado pela conselheira que acompanhou o caso, o menino seria encaminhado para uma unidade de acolhimento institucional devido ao risco identificado no ambiente familiar.
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