Homem diz que viu o “capeta” atravessando a Marginal em São Carlos

O cruzamento em questão

Neste dia 22 que é dedicado ao Folclore tivemos a grata surpresa de sermos procurados por um cidadão que nos contou um caso fantástico sobre uma das lendas mais famosas de São Carlos.

Almeida, nome fictício que usamos para não expor nosso entrevistado, leu alguns contos que o São Carlos em Rede publicou recentemente e resolveu contar sua versão de um caso, no mínimo, pitoresco.

Ele tem 66 anos e trabalha no Centro durante à noite, entra às 22 horas e sai às 6 da manhã. Numa dessas madrugadas, voltando para a sua casa, Almeida contou que teve uma surpresa. “Ah, estava voltando com meu Corsinha pela Marginal quando cheguei na altura do Savegnago, perto da Rosário, na esquina com a Totó Leite e vi que um negócio correu como se fosse fogo no meio da pista, atravessou de um lado para o outro”, disse.

Nascido em São Carlos, Almeida afirmou que já ouviu a lenda do corpo seco, uma criatura fantástica que ficaria nessa região e apavoraria as pessoas e acha que dessa vez conseguiu ver o “bicho”. “Era estranho, pegava fogo, uma criatura esquisita, eu vinha com meu carro quando a um quarteirão mais ou menos, o cara passou, eu fixei os olhos para ver e não acreditei!”

Segundo ele, o homem “queimava vivo”, estava vestido, usava um chapéu e que quando  viu o carro se aproximar continuou atravessando e não teve medo de ser atropelado, o que culminou com o motorista diminuindo a marcha do veículo.

Questionado se não havia sido enganado por uma ilusão de ótica, Almeida foi taxativo: “Eu voltei, fiz o retorno, porque aquilo era estranho demais e vi que ele atravessou e continuou andando por aquele mato que margeia a chacrinha, onde as pessoas costumam levar cães para passear e foi embora, sua luz era a única referência naquela grande escuridão”.

Almeida disse que margeou a rua Luís Inácio da Silva para ver se achava o rasto da criatura, mas que não conseguiu nada. “Foi uma loucura! Para mim era o capeta!”

Perguntamos à Almeida se ele teve medo. A resposta foi interessante: “Claro que tive, minha mão ficou trêmula e o medo tomou conta de mim, nunca tinha visto uma coisa dessas em toda a existência, foi um negócio de louco, cheguei em casa e acordei minha mulher para contar e ela falou que nunca havia me visto pálido daquele jeito!”

E você? Acreditou no Almeida? Conte sua lenda para a gente!

 

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