HU UFSCar está com 100% dos leitos de UTI para COVID-19 ocupados

Meliza Roscani, Chefe da Divisão de Cuidados do Hospital Universitário da UFSCar, confirmou em entrevista nesta quarta, 13, à TV UFSCar que o HU está há dois dias com 100% dos leitos de UTI  reservados para a COVID-19 ocupados. “Estamos há dois dias com 100% de ocupação dos leitos de UTI para COVID, temos observado um crescimento importante de pacientes em estado grave”, disse.

Esses leitos são habilitados para receber pacientes com COVID-19 ou com alta suspeita dessa doença. O HU tem uma UTI com 10 leitos e há dois dias eles estão todos preenchidos. “O que podemos notar é que houve um aumento significativo dos casos mais graves de COVID, quando comparados ao período do Natal e do Ano Novo onde tínhamos uma ocupação de 60 a 70% dos leitos de UTI”, explicou Meliza.

Meliza disse que após as festas de final de ano foi observado um crescimento expressivo dos casos mais graves, o que aponta realmente para um reflexo dos encontros e aglomerações ocorridos no período. “Isso não tem acontecido somente no HU UFSCar, também observamos aumento na Santa Casa, nos hospitais particulares, isso é um reflexo do final do ano”, ressaltou.

De acordo com Meliza, observa-se o crescimento da doença em jovens. “Muitas vezes eles desenvolvem uma forma mais leve da doença, porém tem o contato com pessoas mais velhas, sem máscara, sem o distanciamento social e isso contamina o idoso que desenvolve uma forma mais grave da doença, temos um aumento no número de casos graves nesta faixa da população e acredita-se que seja por conta das festas de final de ano”, afirmou.

Ela salientou que há uma relação estreita entre o HU e a Prefeitura, assim como com a Diretoria Regional de Saúde III, onde São Carlos está inserida. Segundo Meliza, há reuniões semanais para discussão inclusive reativação e abertura de novos leitos. “Discutimos a abertura ou reativação de novos leitos para nos planejarmos para uma situação mais grave que pode acontecer agora no final de janeiro e início de fevereiro”, destaca.

Hoje as vagas são todas reguladas, explicou Meliza, há um sistema de regulação de vagas municipal e estadual.

Sintomas

Meliza salientou que além dos sintomas respiratórios, os pacientes com quadro grave de COVID apresentam diarreia, alguns tem perda de olfato, paladar, tosse seca bem discreta e dor de garganta. “Antes, tínhamos um conhecido que havia passado pela COVID, hoje temos várias pessoas ao nosso redor com COVID e sempre conhecemos um internado, um na UTI ou alguém que faleceu por conta da COVID, estamos vivendo números tão graves como em julho e pode ser até que esses números piorem, vale o alerta para manter o distanciamento social, pois agora temos a esperança da vacina, precisamos também pensar que temos que preservar o idoso, é fundamental usar máscara, lavar as mãos e evitar contato, precisamos entender que isso é para o bem do outro”, finaliza.