Investir em second hand vira prática em grifes de luxo e fortalece uso inteligente de peças

Modalidade vem crescendo

Marcas como Gucci e grupo Kering se posicionam a favor da sustentabilidade e abrem espaço para a economia circular no mercado da moda

São Paulo, setembro de 2021 – Com o passar das décadas, utilizar roupas seminovas tem se tornado cada vez mais comum para as mais diversas ocasiões. A internet vem se provando um excelente meio para ajudar a espalhar a ideia de consumo consciente, mostrando os riscos decorrentes, por exemplo, do desperdício de matéria-prima e de água potável. Esse uso inteligente das peças, conhecido como economia circular, passa a ser incorporado com destaque nas classes A e B, que, conscientes e empoderadas, pautam o que está na prioridade da moda.

E quem já está entendendo essa mudança são as grandes marcas. Exemplo disso pode ser notado no Departamento de Sustentabilidade da holding francesa Kering, grupo que controla marcas como Yves Saint Laurent, Gucci e Balenciaga. Tem quem se pergunte onde e quando é possível que as empresas de alto padrão se conectem com o perfil de consumo dos brasileiros. Mila Silbermann, sócia-fundadora da INFFINO, plataforma online para compra e venda de artigos de luxo seminovos, tem a resposta desses questionamentos no second hand (que, do inglês, significa segunda mão).

“Na moda, a sustentabilidade é um tema cada vez mais presente. A maneira mais prática de aliar sustentabilidade a estilo, e que está facilmente ao alcance das pessoas, é o second hand. Por meio dele, um produto de luxo, que incorpora estilo e elegância, é encontrado a um preço mais acessível, e, assim, contribui com o desenvolvimento sustentável, preservando o meio ambiente”, destaca.

Necessidade ambiental

Percebendo como a responsabilidade socioambiental é uma prática imprescindível para amenizar os danos ao meio ambiente, a indústria da moda tem se destacado em ações para reverter os impactos ambientais. De maneira geral, as empresas do setor vêm dando prioridade a um público que é, diariamente, mais exigente e que se importa, também, com todos os procedimentos que envolvem a moda, desde a fabricação à comercialização dos seus produtos.

Para Roberta Silbermann, sócia da INFFINO, o modelo de negócios de sucesso é o que pensa em ser exemplo para as próximas gerações. “O funil da competitividade entre empresas, hoje em dia, é mais estreito do que há dez anos, porque o mercado cresceu em níveis muito altos. Conseguir prolongar a vida útil do seu negócio é uma tarefa que exige, antes de tudo, planejamento. Boa parte desse planejamento é saber entender seu público. Na indústria da moda, as pessoas querem que essa exigência e preocupação delas com o meio ambiente seja, necessariamente, atendida por meio de boas práticas de produção. A empresa tem que saber que as atitudes humanas afetam, globalmente, toda a vida na Terra, e o valor que isso tem para o consumidor. Cada vez mais consciente, o público sabe, a partir da sustentabilidade, que comprar de segunda mão é melhor não apenas para o bolso, mas também para o futuro do planeta”, acrescenta.

Sobre a INFFINO

A INFFINO é referência em bolsas e peças de luxo seminovas no Brasil. Com atuação 100% online, a plataforma possui um acervo composto por mais de mil peças de grifes como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci e Hermès, cujos valores variam de até R$ 50 mil, com ticket médio em torno de R$ 2 mil.

A empresa foi fundada em 2010 por Mila Silbermann e conta com os sócios Cassio Silbermann e Roberta Silbermann. Mila é pedagoga formada pela PUC-São Paulo e foi professora infantil de escolas como Pueri Domus e Lourenço Castanho durante 21 anos. Atualmente, além de comandar a INFFINO, é influenciadora digital no setor. Roberta é administradora de empresas formada pela Unicep-São Carlos e tem passagens por empresas como TAM e Santander. Cassio, por sua vez, é publicitário formado pela FAAP, tem MBA em Finanças pelo Ibmec e atuou por mais de 25 anos no mercado financeiro. Tem passagens pelo ING Bank, UBS Investiment Bank, RBS Global Bank, Deutsche Bank, entre outros.