
O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira que o preço do petróleo pode alcançar US$ 200 por barril caso a escalada do conflito no Oriente Médio continue afetando o transporte de energia na região. A declaração ocorreu após novos ataques contra três navios mercantes no Golfo Pérsico.
As tensões aumentaram depois que forças iranianas lançaram ofensivas contra alvos ligados a Israel e outras posições estratégicas no Oriente Médio. A ação ocorre mesmo após uma série de bombardeios conduzidos por forças dos Estados Unidos em conjunto com Israel, descritos pelo Pentágono como os ataques mais intensos já realizados até agora no confronto.
Apesar da nova escalada militar, o mercado financeiro reagiu com cautela. Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram parcialmente, enquanto bolsas de valores registraram recuperação. Investidores avaliam que o presidente norte-americano Donald Trump pode buscar uma saída rápida para encerrar o conflito iniciado ao lado de Israel há cerca de duas semanas.
Mesmo assim, o cenário ainda é considerado instável. Não há trégua nas operações militares e a navegação comercial segue sob risco no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Especialistas apontam que a situação representa a maior ameaça ao abastecimento global de energia desde as crises do petróleo dos anos 1970.
Outro fator que eleva a tensão é a ameaça de novas retaliações. Após prédios de um banco em Teerã serem atingidos durante ataques noturnos, autoridades iranianas declararam que poderão atacar instituições financeiras que mantenham relações comerciais com os Estados Unidos ou Israel. O comando militar também recomendou que a população da região evite proximidade com esses locais.
Analistas alertam que, caso a instabilidade se prolongue e o fluxo de petróleo no Golfo seja interrompido, o impacto poderá atingir diretamente a economia global, elevando custos de energia e pressionando mercados internacionais.
Com informações do G1








