Isolamento é a melhor maneira de combater novo coronavírus

Médico falou sobre o Coronavírus

Médico, professor e pesquisador brasileiro da UFRN destaca outros aspectos da pandemia que atinge e preocupa diversos países

Se isolar em casa, higienizar bem e constantemente as mãos, de preferência com água e sabão, e utilizar álcool e gel para limpar o celular e o tablet, são algumas das medidas mais eficazes para evitar o novo coronavírus, além de mais investimentos em saúde e educação, principalmente em países como o Brasil.

A orientação é do médico, professor, pesquisador e doutorando da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Alexandre Medeiros de Figueiredo. Especialista em Medicina de Família e Comunidade, ele reside atualmente em Granada, na Espanha, onde desenvolve parte de seu doutorado na Escola Andaluza e na Universidade de Sevilha.

Na quinta-feira (19), em entrevista ao programa ‘Canal Direto com a Prefeitura’ da Secretaria Municipal de Comunicação (via Facebook da Prefeitura de Araraquara), Alexandre abordou várias questões sobre o Covid-19, que atinge e preocupa dezenas de países, inclusive o Brasil.

Segundo o médico, o isolamento que começou a ser adotado na China e foi implantando em outros países, como na Espanha, é considerado uma das principais medidas para combater a propagação do coronavírus, por conta de sua rápida disseminação.

Para Alexandre, embora tenha uma letalidade baixa entre os jovens, a rápida propagação do Covid-19 é o maior desafio dos países para tentar conter o crescimento do número de casos e de mortes, principalmente em idosos.

Por isso, na Espanha as pessoas têm sido impedidas de circular pelas ruas das cidades, principalmente os idosos, com exceção dos trabalhadores em serviços essenciais, e apesar da preocupação do governo em relação à Economia do país.

Conforme acrescentou o pesquisador brasileiro, a população espanhola tem se comportado bem sob a determinação legal do governo. Além disso, há uma rede de solidariedade em apoio aos idosos, em que pessoas mais jovens buscam comprar produtos e medicamentos básicos para pessoas da terceira idade. Já para as crianças, a rede de educação do país também tem oferecido alguma forma de entretimento para evitar o estresse.

Também tem sido comum nas noites de sábados a população aplaudir, de suas varandas ou sacadas, os profissionais de saúde que cuidam dos infectados pelo novo coronavírus.

A exemplo do Brasil, Alexandre disse que as falsas notícias via redes sociais tem proliferado na Espanha, o que prejudica os trabalhos de informação das autoridades de saúde e governamentais.  Por isso, também existe o alerta para a população buscar a informação correta, nos sites oficiais e nas mídias de credibilidade, mesmo sendo difícil controlar as fake news.

Alexandre enfatizou a importância da utilização de água e sabão para higienizar as mãos e do álcool gel para os equipamentos de trabalho, como o parelho celular.

Enfatizou também que dada a velocidade de propagação do Ecovid-19, por conta da grande circulação de pessoas e mercadorias, é preciso redobrar os cuidados para evitar a contaminação das pessoas, independentemente do tamanho das cidades.

Por isso, Figueiredo voltou a reiterar ser preciso evitar aglomerações e o deslocamento desnecessário da população. Apesar deste momento muito difícil vivido pela humanidade e da perspectiva de que o surto do novo coronavírus deva se repetir nos próximos anos, o médico acrescentou que tudo será superado, como já ocorreu em outras épocas e epidemias.

Para o pesquisador da UFRN, porém, é preciso mais reflexão e solidariedade entre as pessoas, além de mais investimentos em saúde pública e educação, principalmente para as pessoas que vivem em situação de exclusão no Brasil.