
A comunicação sempre esteve no DNA da família. Ao lado do irmão, o saudoso Geraldo Eugênio, Juquita iniciou sua caminhada ainda no final dos anos 1950, na rádio Progresso.
Há 5 anos, em 24 de janeiro de 2021, São Carlos se despedia de um de seus comunicadores mais marcantes. Gerson Edson Toledo Piza, o querido Juquita, partia aos 74 anos, deixando um legado que segue vivo na história da comunicação e no coração de quem acompanhou sua trajetória. Saía de cena um são-carlense apaixonado por sua terra, que sempre fez questão de valorizar a cidade, suas pessoas e seus debates.
Juquita foi muito mais que um radialista. Ele foi uma voz firme, respeitada e formadora de opinião. Como proprietário da Intersom FM, construiu ao longo de décadas um dos mais influentes radiojornais matinais da região, transformando o rádio em um verdadeiro espaço democrático de informação, reflexão e cidadania. Seu programa se tornou referência, especialmente pelo espaço dado à política, aos temas públicos e aos memoráveis debates eleitorais, que ajudaram gerações de ouvintes a compreender melhor o cenário político local e nacional.
A comunicação sempre esteve no DNA da família. Ao lado do irmão, o saudoso Geraldo Eugênio, Juquita iniciou sua caminhada ainda no final dos anos 1950, na rádio Progresso. Ali surgiram os primeiros passos de uma história que se tornaria grandiosa. Juntos, também empreenderam a Topmaster, indústria responsável pela produção de equipamentos para emissoras de rádio, televisão e telecomunicações, mostrando que a contribuição de Juquita não se limitou ao microfone, mas também alcançou o campo da inovação tecnológica.
Seu espírito empreendedor e sua liderança o levaram ainda a ocupar o cargo de diretor regional do CIESP, onde colaborou com o desenvolvimento industrial e econômico da região. Juquita transitava com naturalidade entre o mundo da comunicação, da política e do empresariado, sempre com postura ética, diálogo aberto e profundo respeito pelas pessoas.
À frente da Intersom FM até 2019, quando foi anunciada a venda da emissora, ele consolidou a rádio como um dos pilares da informação em São Carlos. Mais do que uma empresa, a Intersom se tornou um espaço de voz ativa da sociedade, reflexo direto da visão que Juquita tinha sobre o papel social do rádio: informar, questionar, aproximar e fortalecer a comunidade.
Cinco anos depois de sua partida, Juquita segue presente na memória coletiva de São Carlos. Seu nome é lembrado com carinho, respeito e gratidão. Ele representou uma geração de comunicadores que acreditava no poder da palavra, no valor do debate e na importância de amar e defender a própria cidade.
Juquita não foi apenas um comunicador de sucesso. Foi um construtor de histórias, de pontes e de consciência cidadã. Seu legado permanece ecoando nas ondas do rádio, nas lembranças dos ouvintes e no orgulho de uma São Carlos que teve o privilégio de contar com sua voz por tantas décadas.
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