Juquita personalizava o são-carlense mais autêntico, diz jornalista

Juquita durante o Debatão da Intersom

Por Cirilo Braga

Triste domingo este em que faleceu o amigo Gerson Edson Toledo Piza neste domingo, aos 74 anos. A consternação se mistura à saudade de um são-carlense apaixonado pelas coisas de sua cidade natal. O Juquita, em todas as vertentes que atuou, personalizava o são-carlense mais autêntico. No meio empresarial, na Topmaster com o irmão Geraldo Eugênio, no CIESP onde demonstrou liderança e especialmente na radiodifusão, ele deu o seu recado. 

Impossível esquecer o seu entusiasmo com a Intersom FM desde sua inauguração em 1982 ao lado dos irmãos Geraldo Eugênio, Gerson Edson e Marco Antonio em sociedade com o empresário Coriolano  Meirelles. Ali Juca, como eu o chamava, pode exercitar seu “são-carlismo” mais genuíno, fazendo a emissora se notabilizar por promover o debate político. Em anos eleitorais, a emissora assumia protagonismo nas entrevistas ao vivo com candidatos  no programa “Intersom Debates”, que comandava com especial dedicação.

Nas campanhas beneficentes realizadas, nas promoções ao longo do ano, fizeram da “rádio do Juquita” uma rádio identificada com São Carlos. Antes de tudo, a realização de um sonho de irmãos que apaixonaram-se pelo radialismo pelas mãos de seu tio Leôncio Zambel, criador da Rádio Progresso, inaugurada em 1958 com participação de Vicente Camargo. Recentemente  a Intersom se transferiu para a frequência 103.3 MHz, substituindo a sua coirmã Rádio Cidade em Itirapina.

Com a morte de Juquita, cala-se a voz de um comunicador nato. Segue ecoando, porém, o legado de seu idealismo, aquela certeza que ele tinha de que o melhor estava sempre por vir. A cidade perde um filho que a amava. Eu perco um amigo fraterno.

Descanse em paz, amigo Juca.