
Larvas são estágios imaturos de alguns organismos, especialmente insetos, que passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento. A metamorfose completa compreende quatro estágios: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas são a segunda fase desse ciclo de vida.
Uma cena curiosa foi captada por uma leitora nesta terça, 28: larvas, que podem ser do mosquito transmissor da dengue, estão “nadando” livremente em buracos que seriam da iluminação na calçada do Palacete do Conde do Pinhal em São Carlos.
No vídeo é possível ver as larvas “navegando” na água suja, o que comprova que o local precisa ser revitalizado, as luzes restauradas e a cidade ter uma limpeza melhor, especialmente em prédios públicos históricos.
O que são as larvas?
Larvas são estágios imaturos de alguns organismos, especialmente insetos, que passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento. A metamorfose completa compreende quatro estágios: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas são a segunda fase desse ciclo de vida.
As larvas se formam na água, isso está relacionado ao habitat específico de certos organismos. Muitos insetos, como mosquitos e moscas, depositam seus ovos em ambientes aquáticos, como lagos, lagoas, riachos, poças d’água ou até mesmo recipientes de água parada. Existem várias razões para essa escolha de habitat:
Proteção: Colocar ovos na água pode oferecer proteção contra predadores terrestres. Os ovos e larvas podem ser menos vulneráveis a predadores que habitam ambientes terrestres.
Nutrientes: A água pode fornecer uma fonte rica de nutrientes necessários para o desenvolvimento inicial das larvas. Além disso, algumas larvas se alimentam de matéria orgânica presente na água.
Desenvolvimento: Para alguns insetos, a água é um ambiente essencial para o desenvolvimento de suas larvas. As larvas aquáticas muitas vezes têm adaptações específicas para viver nesse meio, como brânquias para obter oxigênio dissolvido na água.
Um exemplo comum desse ciclo de vida é o mosquito. As fêmeas depositam seus ovos na água, onde as larvas eclodem e se desenvolvem antes de passar para o estágio de pupa e, finalmente, emergir como adultos. Essa adaptação ao ambiente aquático é uma estratégia evolutiva que ajuda esses organismos a sobreviverem e se reproduzirem com sucesso.
A história do Palacete Conde do Pinhal por Leila Massarão
No auge do período cafeeiro no interior de São Paulo, no final do século XIX, os bem-sucedidos fazendeiros passaram a usufruir os luxos de residências urbanas. Inspiradas nos modelos citadinos europeus e com os vários recursos que se dispunha na época, os casarões e palacetes dos poderosos fazendeiros de café simbolizavam sua importância econômica, social e política, como cartões de visita nas ruas da cidade.
São Carlos, como centro cafeeiro, também está repleta de remanescentes dessas belas obras arquitetônicas da fase áurea do café. Um dos exemplares mais destacados é o palacete Conde do Pinhal, exemplo de patrimônio histórico e arquitetônico de nossa cidade.
HISTÓRICO
O Palacete Conde do Pinhal foi construído a mando de Antônio Carlos de Arruda Botelho, líder de uma das famílias mais influentes dos primeiros anos de história são-carlense. Mesmo que a condição de líder político e financeiro não oferecesse ao futuro Conde do Pinhal uma permanência longa em São Carlos, dois fatores contribuíram para que ele decidisse pela construção de seu palacete na cidade em 1887: o primeiro deles foi o aproveitamento do terreno por ele adquirido em 1867, compreendido pelas ruas de São Bento (atual Conde do Pinhal), do Comércio (Avenida São Carlos), Jataí (Dona Alexandrina) e Municipal (Major José Inácio). O segundo fator foi à vinda da Família Imperial à cidade de São Carlos no final daquela década e o desejo de ter uma residência à altura dos visitantes. Além disso, a dação do título de Conde do Pinhal a Antonio Carlos em 1887 reforçou ainda mais sua importância pessoal e a necessidade de uma residência na cidade como símbolo dessa distinção tornou maior.
No dia 27 de dezembro de 1890, o Conde do Pinhal contratou o engenheiro David Cassinelli para a construção de sua casa, assim descrevendo suas idéias para o futuro casarão:
… Na rua São Carlos do Pinhal esquina da rua São Carlos, ocupando todo o terreno atualmente vazio, o tipo externo da obra será igual do prédio do Marquez de Trez Rios, sito à rua Alegre, esquina da rua Senador Queiroz, bem assim as grades de ferro, que poderão ser iguais….
O Palacete, assemelhado aquele do Marquês de Três Rios, amigo do Conde do Pinhal, ficou pronto em 1893, servindo de residência urbana para os membros da família Arruda Botelho.
Com a morte do Conde em 1901 a casa passou a ser pouco utilizada pela família, tendo sido emprestada entre 1906 a 1913 para as Irmãs da Congregação do Santíssimo Sacramento para hospedar o Colégio São Carlos. Em 1918 o prédio foi vendido para a Prefeitura de São Carlos e passou, entre 1921 e 1952, a ser sede do paço municipal e da câmara dos vereadores.
A partir de 1952 o Palacete Conde do Pinhal passou a abrigar exclusivamente a Prefeitura Municipal.
O ECLETISMO
O termo ecletismo denota a combinação em uma única obra de diferentes estilos históricos sem com isso produzir um novo estilo. Tal método baseia-se na convicção de que a beleza ou a perfeição pode ser alcançada mediante a seleção e combinação das melhores qualidades das obras dos grandes mestres. Além disso, pode designar também um movimento mais específico relativo sobretudo a uma corrente arquitetônica do século XIX.
As raízes geradoras deste período cultural estão na Europa do século XIX, principalmente na França e na Inglaterra. O refluxo do império Otomano e o fim das guerras Napoleônicas permitiram um relativo período de tranqüilidade em relação às ameaças externas e as mudanças internas ocorreram com um crescimento no processo de urbanização. O desenvolvimento industrial, o aprimoramento técnico, a ascensão da burguesia e a troca de informações culturais intensamente ocorridas entre diversas regiões, asseguraram à Europa uma posição de dominância.
Com a expansão do capitalismo, a sociedade oitocentista teve de desenvolver programas de necessidades até então pouco conhecidos ou mesmo inexistentes: estabelecimentos de ensino, museus, bolsas de valores, hotéis, hospitais, bibliotecas públicas… E teve de criar partidos arquitetônicos adequados a esses novos programas. Buscavam-se referências nos estilos do passado.
O Ecletismo no Estado de São Paulo foi uma manifestação patrocinada pelo capital decorrente do café. O termo ecletismo não era usado na época. A modernização iniciou no interior das moradias com a importação de peças decorativas e equipamentos domiciliares.
A mudança dos métodos construtivos (em que o tijolo substituiu a taipa), a mão- de-obra especializada dos imigrantes e a facilidade de obtenção dos artigos procedentes do exterior permitiram novos partidos e programas arquitetônicos.
A grande mudança ocorreu no programa de necessidades das moradias abastadas permitindo um novo modo de vida da elite, conhecido como “morar à francesa”.
O CONSTRUTOR
O Casarão em estilo eclético, com pinhas de louça enfeitando o telhado, balcões de ferro trabalhados, piso em pinho-de-riga e um curioso óculo zenital iluminando a escada, ficou pronto no dia sete de maio de 1893, sendo seu projeto do engenheiro David Cassinelli
Pietro David Cassinelli nasceu em Gênova em 1854. O construtor chegou ao Brasil com 28 anos de idade, em 1882, e veio para São Carlos encarregado da construção da sede da Fazenda Santa Maria a convite de Theodoreto de Camargo.
As construções dirigidas por Cassinelli demonstram a influência dos padrões do ecletismo, possibilitada pelas novas técnicas e tecnologias trazidas para a região com a imigração, a ferrovia e o dinheiro da cafeicultura.
Cassinelli foi responsável pela construção de inúmeros casarões para famílias importantes da cidade como o Palacete Bento Carlos, a residência da Família Pileggi e da Família Fehr (demolido), e o Palacete do Major José Bento do Nascimento (demolido). Além disso, também construiu o Teatro Ipiranga, teve uma fábrica de móveis e oficina, uma fábrica de gelo e foi co-fundador da Societá Ginástica Educativa Cristóforo Colombo.
Elaborou em 1884 um mapeamento e estudo climático da cidade. Em 1898 ajudou na campanha de combate à febre amarela. Atingido por esta doença, faleceu em São Carlos nove de março daquele mesmo ano, com 43 anos de idade.
O PRÉDIO
O Palacete, de dois pavimentos, é voltado para a rua Conde do Pinhal e para o Jardim Público, este último inaugurado em 1895. Possui sete sacadas fronteiriças e duas sacadas na face leste, voltada para o jardim particular, onde se localizava o “chalé de hóspedes” construído a fim de evitar para a família o incômodo de ter pessoas estranhas envolvidas no seu dia-a-dia e para dar maior liberdade aos próprios hóspedes. Mais tarde a Prefeitura cedeu o chalé à Secretaria Estadual da Saúde, passando a abrigar o Instituto Adolfo Lutz.
O restante do terreno constituía uma grande área arborizada, vedada por muros de taipa, onde se abria um portão de ferro, que até pouco tempo conservava a data de 1867, assinalando a aquisição do terreno. A entrada de carruagens dava- se pela rua Municipal (Major José Inácio), por onde se fazia todo o serviço de manutenção da casa.
Quando da compra pela Prefeitura, o poder público alienou para terceiros a chácara anexa a casa, assim, o Banco Francês e Italiano adquiriu a esquina de Major José Inácio e outros proprietários compraram áreas fronteiriças com a Avenida e com a rua Major.
Em outubro de 1978 o Palacete Conde do Pinhal foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo). No final dos anos 1990 passou por um processo de restauro, sendo reinaugurado em 1998.

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