Lejão Sampaio, um são-carlense na trilha do autêntico rock brasileiro

Álbum “Clichê” de Lejão Sampaio: apoio de Netto Rockfeller

Com o nome artístico de Lejão Sampaio, o músico são-carlense Leandro Sampaio, de 41 anos, põe o pé na estrada após lançar o álbum “Clichê”, com composições autorais que conquistam os fãs do gênero em audições pela internet, em emissoras de rádio e serviços de streamings de música.  Neste último dia 29 foi a Rádio Rock Web apresentou mais uma vez seu trabalho.

“Quando componho uma música, tento fazer com que as pessoas se identifiquem com as letras”, afirma. A melodia que mescla influência do rock dos anos 70 e 80, ajuda nessa conexão. “Perdidos no tempo dentro da madrugada, com a poeira da estrada”, trecho da música “Uma Noite de Rock n’ Roll” chamou a atenção dos motociclistas por fazer parte de sua realidade, gerando uma grande procura nas redes sociais.

Lejão diz que a música sempre fez parte de sua vida: “Tenho boas lembranças desde a infância, quando os meus pais me apresentaram Elvis e Os Beatles. Mas a trajetória musical começou mais tarde, na adolescência. Aos 16 anos, fui convidado por alguns amigos para fazer parte de uma banda, onde era vocalista”.

O propósito desde o início foi trabalhar com música própria.  Nisso divergia do resto da banda, pois seus amigos queriam tocar as músicas dos conjuntos dos quais eram fãs. Lejão ambicionava algo mais que isso: “Ser interprete não me completava”.

Alguns anos depois, já em outra banda, participou de um festival na cidade de Valinhos, apresentando a composição “Vai ser agora doutor!” Após o festival, veio o fim da banda e o início do processo de criação.  “Posso dizer que a sensação de compor uma música, estar em um estúdio, apresentá-las às pessoas é um sentimento ímpar: uma mistura de adrenalina, felicidade e magia”, revela. Desde então, não teve mais bandas, mas nunca abandonou as composições.

Em 2016, incentivado por um amigo, Leandro resolveu procurar uma gravadora. Conheceu alguns profissionais da área, mas quem produziu com excelência seu álbum foi Netto Rockfeller. Guitarrista e compositor de consistente trajetória no blues nacional e internacional, Rockfeller criou no final dos anos 1990 o Blues The Ville, juntamente com David Tanganelli. Desde então vem dedicando seu tempo ao Blues e suas vertentes, como o Rhythm Blues, Swing e Rockabilly, em gravações ou produções de shows do gênero.

Lejão Sampaio não poderia ter encontrado alguém melhor. A experiência com Blues e a parceria com Tiago Mineiro e Flávio Guimarães foi o diferencial neste trabalho. Os arranjos reproduzidos fizeram com que o Álbum “Clichê” tivesse a característica do verdadeiro Rock n’ Roll – a mistura do Country, Blues e Spiritual, despertando o interesse e elogios de Roberto Seixas para duas canções melódicas “Chuvas e Trovoadas” e “A Noite”.

O músico afirma que seu trabalho busca resgatar a essência do autêntico rock brasileiro. Algo que nada tem de pretensioso quando surgem boas avaliações do público: Lejão ficou feliz ao ouvir de algumas pessoas que suas músicas remetem aos sons de Raul Seixas e Legião Urbana. Sinal de estar no rumo certo construindo seu próprio caminho, pois “rock ‘n’ roll não se aprende nem se ensina”, já dizia Raul.

Num universo de cobras e lagartos no caminho, rochas no horizonte, tapete vermelho pra uma cidade que quer ser tão Hollywood, Lejão traz sua guitarra e avisa: “Eu quero abrir as portas”.

Recentemente o álbum “Clichê” chegou às rádios web e também aos serviços de streamings de música.