Mãe de alunos de São Carlos diz: “Todo dia tenho medo que meu filho pegue COVID!”

Rio promove o Dia D da Campanha de Multivacinação em crianças e adolescentes.

Ela trabalha o dia todo em São Carlos em um emprego que não pode deixar “a peteca cair” para manter sua casa. É separada, seu marido vive em outro estado, e ajuda com os filhos, porém os gastos são grandes e tudo tem subido de preço no Brasil.

Marta, nome fictício que vamos usar, contou que sua família vive no interior de Paraná e que quando veio à São Carlos com o marido deixou tudo por lá. “O casamento acabou, meu marido está em outro emprego, já em outro relacionamento e em outro estado, fiquei com meus filhos e veio a pandemia de COVID”, disse.

Ela se vacinou, antes disso, ficou um tempo em casa, com os filhos, quando voltou ao trabalho antes das aulas retornarem contou com o apoio dos vizinhos para poder tocar a vida. “Meus vizinhos são excelentes e me ajudaram, mas eu confesso que gostaria muito que meus filhos fossem vacinados, tenho medo da COVID”, conta.

Seus filhos estão frequentando escolas municipais. Ela elogiou as professoras. “São profissionais dedicados, eles estão lá cumprindo o papel, mas eu sei que é difícil cuidar de várias crianças é complicado, elas são irrequietas, não param com a máscara no rosto, tem contato, por isso precisamos da vacina, não podemos mais esperar”, afirma.

Hoje, a ANVISA analisa pedido da Pfizer para vacinar menores entre 3 e 11 anos, entretanto a morosidade com a análise deixa essa mãe apreensiva. “O que vou fazer? Penso todos os dias que meus filhos podem pegar COVID, isso me deixa tensa, assim como minhas companheiras de trabalho, todas conversamos sempre sobre isso”, ressalta.

A mãe destacou que o medo é algo real. “Se em outros países estão vacinando, conforme vi na imprensa, por que aqui, não? É lamentável que os pais ainda estejam sofrendo e convivam com o medo, Deus nos livre, pois já tivemos casos em escolas municipais e provavelmente em estaduais”, afirma.

“Estamos nas mãos de Deus, mas os técnicos que avaliam a vacinação nas crianças deviam agir mais rápido, é uma corrida contra o tempo”, pondera.