Mãe de menino especial faz apelo para alguns alunos do Juliano Netto: “Tenham empatia!”

Mãe de menino especial faz apelo para alguns alunos do Juliano Netto: “Tenham empatia!”
Mãe de menino especial faz apelo para alguns alunos do Juliano Netto: “Tenham empatia!”

Não são todos os alunos, é importante deixar isso claro. Começo este texto dessa forma para relatar o sofrimento de uma mãe e de seu filho, um garoto com necessidades especiais, diante da atitude de alguns estudantes da Escola Juliano Netto, em São Carlos — uma conduta que, no mínimo, carece de empatia.

Segundo a mãe, diariamente, por volta das 16h30, alguns alunos saem da escola, vão até o portão de sua casa na Major José Ignácio, esmurram o portão, atiçam o cachorro e chegam a pegar pedras da rua para arremessar contra o muro. Ela explica que essas ações transformam a vida do filho, que já convive com diversos desafios, em um verdadeiro “inferno”.

“Ontem, por exemplo, essas atitudes voltaram a acontecer e ele perdeu tudo o que havia conquistado com muito esforço na terapia”, desabafou.

Sempre que os episódios de vandalismo se repetem em frente à residência, o menino apresenta crises mais intensas. Assustado, ele se esconde debaixo do travesseiro em seu quarto. “É uma situação recorrente e muito difícil. Ele se assusta, se irrita, entra em pânico e, muitas vezes, chora”, relata a mãe, emocionada.

Diante desse cenário, a mãe pede ajuda. Ela solicita a colaboração da escola, das autoridades, da Guarda Municipal, da Polícia Militar e, sobretudo, das pessoas de boa vontade, para que compreendam que o que está em jogo é um pedido simples, porém urgente: mais empatia. Especialmente desses jovens, que não deveriam sair da escola para promover uma situação tão lamentável na casa de outras pessoas.

Enquanto nada muda, as crises do menino continuam se repetindo. Um retrato triste da sociedade em que vivemos. Precisamos, urgentemente, ser melhores.

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