Marquinho diz que o Diabo “atenta” o governo municipal para comprar prédio da antiga Faber

Marquinho discursou na tribuna

Aproveitando a presença do Bispo Dom Luiz Carlos Dias que foi até a Câmara para falar da Campanha da Fraternidade, o vereador Marquinho Amaral na sessão desta terça, 29, disse que usaria o momento para transmitir seus cumprimentos à sua eminência, mas que precisaria falar do diabo.  “Vou falar do demônio, do diabo, daquele que através da oração, da fé e da seriedade acaba sumindo, mas o coisa ruim persiste, não obstante ser excluído, morto com uma paulada, o diabo ressuscita nos corredores do Paço Municipal”, diz.

Fazendo uma fala forte, Marquinho disse que o diabo voltou a ocupar mentes de pessoas que estão no poder executivo. “Acho que algumas pessoas que nos acompanham precisam lembrar que peguei um celular e fui até a porta da antiga fábrica da Faber-Castell no Centro de São Carlos, na José Bonifácio com a 1º de Maio, onde há um prédio que sustentou muitas famílias, mas que hoje no meu modo de entender é um elefante branco”, afirmou fazendo referência ao antigo prédio Faber-Castell.

Segundo o vereador, o prédio não tem  acessibilidade e está construído em cima do córrego do Simeão. “Várias galerias já foram levadas pelas águas, engolindo parte da fábrica Giometti que funcionava ali, além do falecimento de um funcionário por causa das águas da chuva, mesmo assim após o ato que fizemos de filmar na frente da fábrica que rendeu milhões de visualizações, nós tivemos a coragem dizer que éramos contra a compra daquele prédio por R$ 22 milhões por parte da Prefeitura, sendo que o prefeito de Ibaté gastou R$ 9 milhões para fazer um Paço Municipal e um prédio para a Câmara”, criticou.

Marquinho lembrou que naquela época matou essa ideia diabólica. “É impossível uma Prefeitura comprar um prédio que não tem acessibilidade para sediar um Paço Municipal, seria mais um puxadinho como é o prédio do antigo hotel Azouri, o prédio atual também não tem condições de abrigar uma Prefeitura de uma cidade como São Carlos”, falou.

Irônico, o vereador foi categórico ao dizer que o “diabo volta a rondar e que alguns vão para São Paulo em busca da boa sorte”.

Marquinho disse que com R$ 22 milhões, preço que seria pago pela antiga Faber, se faz um prédio moderno, acessível e ainda uma sede para o SAAE. “Tudo feito de maneira planejada e com estrutura de primeira qualidade”, ressaltou.

O vereador argumentou que muitos viajam com a “boa sorte” para tentar comprar o prédio, mas que ele tem minas de água e não deve ser possível passar por uma adaptação e abrigar a Prefeitura. “Ali se roubou fiação, divisórias, o local está abandonado, mas o diabo voltou atentar”, insinuou.

O parlamentar disse que ninguém pode “encher o bolso” em lugar nenhum, mas que ele não fala em nome dos 21 vereadores. “Mas conheço a índole de cada vereador, e eu sei que a grande maioria ou todos não aceitarão o diabo e nós não vamos permitir que este negócio da boa sorte (compra do hotel) seja realizado”, criticou.

Segundo o vereador a cidade tem outras prioridades. “A saúde está um caos, a educação acabada e as ruas esburacadas, temos que ter respeito com o dinheiro público”, pediu.