Médico morre afogado ao salvar filhas no mar

Ele tinha 38 anos

Um médico de 38 anos morreu afogado ao tentar salvar as duas filhas no mar, na tarde de domingo (21), na praia de Matinhos, no litoral do Paraná. O caso ocorreu por volta das 18h, em uma área próxima às pedras de um espigão, fora do alcance de atuação dos postos de guarda-vidas, segundo informou o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a corporação, o médico entrou no mar acompanhado das crianças quando enfrentou dificuldades para retornar à areia. As filhas conseguiram sair da água pelas pedras, enquanto ele permaneceu em perigo. Um surfista que estava no local ainda tentou ajudar, mas o homem acabou se afogando. Ele foi retirado do mar por equipes de resgate e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Praia Grande, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu.

A morte causou grande comoção nas redes sociais e entre profissionais da saúde. O médico era psiquiatra e atuava em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Reconhecido pelo trabalho na área da saúde mental, ele atendia no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Cruzeiro do Sul, onde era descrito como um profissional humano, dedicado e comprometido com os pacientes.

Em nota oficial, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) lamentou a perda e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. A Prefeitura de Valparaíso de Goiás também se pronunciou, destacando a contribuição do médico para a rede pública de saúde e o impacto positivo de sua atuação na vida de inúmeras pessoas.

Pacientes e colegas usaram as redes sociais para prestar homenagens. Em mensagens de despedida, ele foi chamado de herói e lembrado pelo cuidado, empatia e acolhimento no exercício da medicina. Uma paciente atendida por ele no CAPS relatou que o profissional teve papel fundamental em seu tratamento contra depressão, ansiedade e transtorno bipolar, ajudando-a a reconstruir a própria vida.

A morte do psiquiatra reforça o alerta das autoridades sobre os riscos de áreas do mar sem cobertura de guarda-vidas e deixa um legado marcado por dedicação à família e ao cuidado com a saúde mental da população.

Com informações do G1