Médico relata história emocionante da Equipe Feminina de Futsal de Palmital nos Jogos Abertos do Interior

Trabalho com muita raça que conquistou a todos

Um texto que emociona. Confira o relato do médico que acompanhou as meninas de Palmital que estiveram em São Carlos e fizeram bonito nos Jogos Abertos do Interior na categoria Futsal. Uma história linda de superação:

Autor do texto: Dr. João Victor Gonçalves

Hoje encerrei minhas atividades como plantonista voluntário nos 82º Jogos Abertos do Interior, realizados em São Carlos. Primeiramente, registro meu agradecimento aos colegas Nathan Moraes e Daniel Franco, que me deram a oportunidade de atuar no evento.
Também deixo o agradecimento a todos os amigos que estiveram presentes nos cenários de competição nos últimos dias (Vander GavaRodrigo AugustoMarcos SerraFabio Luchesi, Betão Dias, Turcão, entre outros); também destaco o excelente papel do grande Gustavo Curvelo na transmissão das principais partidas junto à TVE São Carlos.
Durante um dos dias de competição, uma amiga (Gabriella Ribeiro, que foi marcada neste post pelo “conjunto da obra” no histórico de ajuda à comunidade ao longo da graduação, principalmente pelo papel no “Operação Natal”) me disse: “João, sempre tem aquela equipe que a gente se apega”. E ela tinha razão.

Confesso a vocês que não tinha muitas referências sobre a cidade de Palmital, nem sobre o time local de Futsal Feminino. Cobrindo os jogos da equipe, já seria incrível falar de um time que veio representado somente por oito meninas e um técnico, vindos de uma cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, numa categoria na qual geralmente vinte pessoas estão envolvidas diretamente no trabalho em cada equipe, que representam cidades 10, 20 ou até 50 vezes mais populosas; ou então destacar a bravura de um time que contou com duas jogadoras com lesões crônicas na lombar e uma goleira atuando grande parte do torneio (inclusive defendendo pênaltis decisivos) com uma suspeita de fratura na costela; a história se torna mais emocionante quando descobrimos as limitações de recursos da equipe e da Secretaria de Esportes local – duas bolas, uniformes masculinos, uma prancheta perdida…

Mas estas meninas não estão neste post pelas dores ou limitações materiais. Elas estão aqui porque foram VICE-CAMPEÃS ESTADUAIS em sua categoria. Se eu tivesse 50% do talento no Futsal que essas moças demonstraram nos ginásios de São Carlos, provavelmente teria tentado a carreira esportiva ao invés de ter optado por Medicina no ENEM.

Mais do que reconhecer o talento de cada uma ou dar os parabéns pela conquista em um post, estamos nos organizando para melhorar as condições estruturais das “Gladiadoras” (justíssimo apelido, sejamos honestos) do Palmital Futsal Feminino. Nos próximos dias, a página oficial do clube divulgará como cada pessoa interessada poderá colaborar para que as meninas possam adquirir um novo uniforme (com corte feminino, cores e escudo personalizados, como merecem). Nesta missão, agradeço imensamente a colaboração do amigo Marcos Valdés (representando a Diprima Materiais Esportivos) e da amiga Lekka (com suas vivências na Female Futsal de Chapecó).

Tiago, goleiro da Seleção Brasileira de Futsal, e Rodrigão, campeão olímpico de vôlei com o Brasil, que me perdoem, mas minha foto para representar os Jogos será com as “Gladiadoras” de Palmital e seu comandante, o competente e dedicado Professor Rafael. Sem sombra de dúvidas, a grande história de superação dos Jogos!