Ministra Cármen Lúcia pede relatório sobre condições de presídio de Goiás após rebelião

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, determinou nesta terça-feira (2), que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) envie ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 48 horas, relatório com informações sobre as condições do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO). Uma rebelião na unidade após confrontos de grupos rivais nessa segunda-feira (1°) terminou com nove mortes e 106 fugas.

De acordo com a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) de Goiás, os presos da Colônia Agroindustrial, do regime semiaberto, que estavam na ala C do complexo prisional, invadiram as alas A, B e D, o que resultou no confronto e nas mortes.

De acordo com o órgão estadual, a situação no momento está controlada e os detentos feridos receberam atendimento médico e já retornaram para a unidade.

Entenda o caso:

Segundo a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), a rebelião começou com a invasão de presos da ala C nas alas A, B e D. Durante o confronto, os detentos chegaram a incendiar a unidade prisional. Foi preciso a ação do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio. Por volta das 16 horas, horário local, o presídio foi retomado pelo Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

A Seap confirmou, por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira (1º), que nove presos morreram e 14 ficaram feridos durante a rebelião. Os assassinatos ocorreram no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, cidade da região metropolitana de Goiânia.

Pelo menos 106 presos teriam fugiram no momento da rebelião, sendo que 29 foram recapturados. Outros 127 deixaram o presídio durante a confusão, mas retornaram voluntariamente após o fim da rebelião.

Fonte: Tácido Rodrigues/Agência Rádio

Foto: (1) Folha de S. Paulo