Moradora da região da Getúlio Vargas diz que não sai de casa a pé porque teme ser assaltada

Getúlio Vargas é palco de assaltos

A questão da segurança é um debate que vem sendo realizado em diversas partes do Brasil e em São Carlos não é diferente. Depois que um empresário, infelizmente, numa provável tentativa de assalto foi baleado e morreu na madrugada de terça para quarta-feira na região do Jardim São Paulo e avenida Getúlio Vargas surgiram novamente as reclamações e pedidos de atenção para a segurança dessa região da cidade.

Os moradores da Vila Alpes, Vila Irene, Vila Isabel, Vila Marcelino e outros bairros adjacentes afirmam que a quantidade de furtos, tentativas e abordagens por pessoas estranhas nas ruas da região cresceu assustadoramente nestes últimos dois anos.

Uma mulher (idade e nome preservados pela reportagem) contou que mora sozinha na Vila Alpes, perto da Getúlio Vargas, há dois anos e que não sai de casa mais a pé porque tem medo.  “Bom, eu estou morando aqui na Vila Alpes faz dois anos e meio. Quando mudei no final de 2019 era uma bairro tranquilo e que tinha uma certa segurança”, relembra.

Entretanto, a trabalhadora disse que a realidade se modificou por completo. “Mas há cerca de um ano que tudo isso mudou, o bairro está cheio de moradores de rua, a gente não sente segurança nem para ir ao mercado, que fica do lado de casa. Eu escolhi morar aqui para facilitar na hora de ir trabalhar e por ser uma região tranquila”, ponderou.

Mesmo trabalhando em um local próximo de sua casa, a jovem disse que não se tem sossego para andar pelas ruas. “Meu trabalho fica três quarteirões de onde eu moro, mas não importa a hora do dia, você sempre acaba cruzando com pessoas estranhas, moradores de ruas pedindo dinheiro, ou te abordando de forma suspeita, deitados nas calçadas, em frente a alguns comércios aqui da região”, destacou.

Ela não ignora a crise social causada pela pandemia e também pela falta de uma política efetiva de geração de emprego e renda por parte dos governos, o que contribui sobremaneira para o aumento da miséria e da criminalidade. “Eu entendo que a situação está difícil para todo mundo e muitos talvez não tenham nenhuma intenção ruim, mas com a violência de hoje em dia qualquer atitude se torna estranha e me deixa com medo.  Gostaria que a Guarda Municipal ou a Polícia Militar intensificassem as rondas na região”, pede.

Fotos: Maurício Duch