Morre Claudio Macedo, um homem que odiava injustiças!

Macedo foi um grande amigo

 

Eu conheci o Claudio Macedo através do Chico Francelin que é nosso amigo em comum. Claudio trabalhava no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e naquele período a autarquia era presidida pelo professor Jurandyr Povinelli, por sinal o melhor comandante que aquele lugar viu até hoje. Macedo trabalhava diretamente com Povinelli durante um período da administração Newton Lima e fazia uma espécie de meio-campo com a imprensa.

O Jurandyr era um homem de visão administrativa e conhecimento profundo na parte técnica, mas não tinha tanto traquejo para lidar com os jornalistas e as vezes não gostava de algumas críticas que fazíamos ao seu trabalho na imprensa. Quando escrevia a coluna Torpedos no Primeira Página sempre tinha uma notinha sobre um buraco aqui e um vazamento ali e o Macedão, como eu lhe chamava, me ligava e dizia: “O Jurandyr pediu para lhe explicar isso, para lhe explicar aquilo, pediu para lhe mandar uma cartinha!”

Eu achava engraçado, porque o diretor do SAAE gostava de tudo em seu devido lugar e o Macedão se esforçava para que isso ficasse da forma como seu chefe queria. Macedo era assim, não gostava de coisa errada, batia de frente com os poderosos, odiava injustiças.

Era um cara de palavra, sério quando precisava ser, e acima de tudo respeitava as amizades construídas ao longo do tempo. Depois que o governo Newton Lima acabou, Macedo voltou para suas atividades no SAAE, mesmo assim a amizade continuou e sempre que o encontrava dávamos altas risadas recordando aqueles tempos e também situações hilárias pelas quais passamos.

Macedo tinha suas lutas e muitas vezes não se intimidou em bater de frente com o próprio governo do PT, partido pelo qual nutria simpatia, bem como criticou outras administrações, até tentou presidir o Sindspam, ele era um homem irrequieto e que via na política séria uma oportunidade de transformar a vida das pessoas, a conscientização do indivíduo no mundo para ele era algo fundamental.

A perda de Claudio Macedo, infelizmente para o câncer, é um baque grande para o funcionalismo municipal, bem como para a sociedade são-carlense que fica menos solidária, menos inclusiva, participativa e justa, pois esses eram valores que o Macedão defendia para ele e para outras pessoas. Sua partida representa uma dor profunda, algo triste demais.

À sua família só me resta hipotecar solidariedade neste momento tão triste e dizer que o Macedão foi um grande homem, um cara fora da curva, um amigo querido que agora volta para Deus, talvez porque esse mundo ande muito injusto para ter pessoas como ele por aqui.

Vai em paz, Macedão, sua partida precoce me pegou de surpresa, e deixou este domingo modorrento de quarentena ainda mais triste.

Hoje, São Carlos perde um grande homem!

 

 

Velório e sepultamento

Segundo consegui apurar o velório  do servidor Cláudio  Macedo, acontecerá  amanhã (18/05) a partir  das 7 horas no Velório do Cemitério Nossa Senhora do Carmo e o sepultamento será no Santo Antonio de Pádua,  às 11h15.

 

Renato Chimirri