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Mulher é encontrada morta dentro de casa no Cruzeiro do Sul; suspeito confessa o crime

Mulher é encontrada morta dentro de casa no Cruzeiro do Sul; suspeito confessa o crime

Mulher é encontrada morta dentro de casa no Cruzeiro do Sul; suspeito confessa o crime

Um homicídio foi registrado na madrugada desta quarta-feira (25) no Jardim Cruzeiro do Sul, em São Carlos. Uma mulher foi encontrada morta dentro de uma residência na rua Paraná, por volta das 0h30, em um cenário que indicava violência e possível invasão ao imóvel.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes do Plantão Policial foram acionadas após solicitação de perícia. Ao chegarem ao local, encontraram a casa preservada por policiais militares, que já haviam isolado a área.

A cena chamou a atenção dos investigadores: o portão da garagem estava aberto de forma incomum, com uma das folhas voltada para fora e a outra para dentro. Já o portão lateral apresentava sinais evidentes de arrombamento, com a estrutura danificada e escorada improvisadamente.

No interior da residência, a vítima foi localizada caída no chão da cozinha, deitada de costas, com a cabeça envolta em uma grande quantidade de sangue. A análise preliminar indicou um ferimento grave no pescoço, possivelmente causado por objeto cortante. Um aparelho celular foi encontrado sob a cabeça da mulher, que vestia calça de moletom azul, camiseta preta, meia preta e um agasalho vermelho.

Durante a perícia, diversos objetos foram recolhidos para investigação. Sobre a mesa da cozinha, havia duas facas sem vestígios aparentes de sangue. Na pia, foi encontrado um objeto metálico com a ponta danificada, semelhante a um bastão. No chão, próximos ao corpo, estavam um chinelo e outros itens espalhados pela casa, como controles remotos, uma chave de fenda e utensílios domésticos, indicando possível luta corporal.

Testemunhas relataram momentos de tensão antes do crime. Uma pessoa afirmou ter ouvido gritos e pedidos de socorro vindos da residência. Pouco tempo depois, ao sair para verificar, viu um veículo deixando o local. Diante do portão aberto, ele entrou na casa e encontrou a mulher caída na cozinha, acionando imediatamente a Polícia Militar.

Segundo a testemunha relatou ainda que a vítima já havia ido diversas vezes ao imóvel anteriormente, supostamente para ameaçar os moradores. Segundo ele, havia um histórico de conflito envolvendo a mulher e um homem que residia na casa, com quem ela teria, supostamente, tido um relacionamento no passado.

Esse contexto já havia sido formalizado horas antes do crime. O morador e sua esposa estiveram no Plantão Policial registrando um boletim de ocorrência por ameaça, alegando que vinham sendo perseguidos pela mulher.

Enquanto as equipes ainda atendiam a ocorrência, a Polícia Civil recebeu a informação de que o principal suspeito havia se apresentado espontaneamente em uma delegacia na cidade de Araraquara. Ele foi posteriormente conduzido a São Carlos, acompanhado por advogado.

Registrado em Boletim de ocorrência

Em depoimento, o homem confessou o crime. Segundo sua versão, após sair da delegacia com a esposa, ele a deixou na casa de familiares em Araraquara e retornou para sua residência em São Carlos. Ao chegar, teria sido surpreendido pela mulher dentro do imóvel, que estaria armada com uma faca. Ele alegou ter reagido utilizando um objeto metálico e, em seguida, desferido um golpe de faca no pescoço da vítima, causando sua morte.

Diante dos fatos, o suspeito foi indiciado por homicídio. No entanto, ele não permaneceu preso em flagrante, já que a apresentação espontânea à polícia descaracteriza esse tipo de prisão conforme a legislação vigente. Apesar disso, o caso será encaminhado à delegacia responsável, que dará continuidade às investigações e poderá solicitar à Justiça a adoção de medidas cautelares, como a prisão preventiva.

A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes do crime.

Posicionamento da defesa

O advogado Claudio Diogenes Luiz, responsável pela defesa do vigilante envolvido no caso, afirmou que a situação deve ser tratada com cautela e responsabilidade, diante da gravidade dos fatos.

Segundo ele, trata-se de “um caso extremamente sensível, que envolve a perda de uma vida”, ressaltando a necessidade de respeito na divulgação das informações. O advogado destacou que, até o momento, há apenas o registro inicial em boletim de ocorrência, cuja narrativa ainda será aprofundada ao longo das investigações.

A defesa aponta como fator relevante a existência de registros anteriores de supostas ameaças e perseguições que teriam sido praticadas pela vítima contra o investigado e sua família. Ainda de acordo com o advogado, há indícios de que, no dia do ocorrido, a vítima teria invadido a residência do vigilante — circunstância que, segundo ele, pode alterar a interpretação jurídica do caso.

Diante desse cenário, a defesa sustenta, neste momento, a hipótese de legítima defesa ou, ao menos, de reação a uma agressão considerada injusta dentro do próprio domicílio.

O advogado também ressaltou que o investigado se apresentou espontaneamente às autoridades policiais, colaborando com os esclarecimentos e demonstrando, segundo ele, não haver intenção de fugir ou dificultar a apuração dos fatos.

Por fim, afirmou confiar que, ao término das investigações, os elementos serão analisados de forma equilibrada e que a versão apresentada pela defesa será reconhecida. Ele acrescentou que seguirá atuando de maneira técnica e responsável para garantir os direitos do cliente.

(nota da defesa com informações do G1)

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