
Antes de dizer o que vi no Tríduo Pascal da Paróquia São Domingos Sávio, preciso fazer um resgate histórico: fui um dos primeiros coroinhas desta igreja, quando ela ainda era apenas uma capela da São José. Fiz minha Primeira Comunhão com o Cônego Alberico Volpe. Depois, passei a frequentar outras comunidades e, hoje, estou na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde canto na missa de sábado, às 15h, com o padre Toninho.
Por que fui à São Domingos neste ano? Talvez por questões de resgate, talvez por lembrar da minha falecida mãe. Mas tenho que dizer: foi um acerto.
As cerimônias do Tríduo Pascal foram belas, cheias de vida, com o apropriado preparo espiritual que essa solenidade tão importante — o ápice do catolicismo — exige. Ali, vivenciando os três dias, pude perceber que a comunidade do meu bairro natal permanece viva na fé, unida, enfrentando suas dificuldades (afinal, onde elas não existem, não é?), porém trabalhando pela Igreja de Cristo.
Tive a oportunidade de rever pessoas que não passavam pela minha retina há pelo menos 30 anos e notei que, para a maioria, o tempo não passou. Essas pessoas permanecem firmes e acompanharam o crescimento da paróquia, o que é sempre importante ressaltar.
Mas preciso falar do padre Allan Ulprist, pároco da São Domingos Sávio. Ele soube conduzir as celebrações de maneira exemplar, com zelo, carinho e, sobretudo, com palavras de incentivo à fé. Cobrou, corretamente, que não podemos ser católicos apenas na Semana Santa. Ou seja, não é possível participar apenas deste período, mas sim da vida da Igreja como um todo. Como ele mesmo disse: “Do que adianta querer ir para o céu se você não vem à Casa de Deus aqui na Terra?”
Padre Allan enfatizou a importância da presença e do envolvimento da comunidade, de quem precisa estar atuante para que a Igreja permaneça viva, pois todos fazemos parte do Corpo de Cristo, como disse São Paulo.
O sacerdote também lembrou que temos esta vida para trabalhar pelo Reino de Deus e que a oportunidade nos é confiada diariamente. Ou seja, não dá para esperar o amanhã: Deus nos quer neste dia, nesta hora, neste minuto. É possível ver que seu trabalho na Paróquia São Domingos Sávio é profícuo. Talvez, na minha modesta opinião, seja o pároco mais apropriado para aquela igreja, que tem suas particularidades fundamentais.
Ele está promovendo mutirões para a calçada, climatizando o salão, incentivando a evangelização e auxiliando os que mais precisam — e isso é muito importante. O bairro necessita desse tipo de líder espiritual e comunitário. Que o padre Allan possa remar com a comunidade por muitos anos na barca de Pedro, no Castelo Branco.
Foi uma felicidade ver que, onde comecei na fé — aquela que foi transmitida pelos apóstolos —, a vida permanece presente.
Façamos Páscoa diariamente!
Renato Chimirri é jornalista profissional.









