Não aglomere e não saia sem necessidade, a COVID-19 continua “forte” em São Carlos

As redes sociais são um grande termômetro atualmente do que as pessoas fazem e ontem muitos estavam realizando o sonho de todo mundo: aglomerando, inclusive em bares e receberam com susto a notícia de 40 casos de registrados em 24 horas para a COVID-19 em São Carlos. Pois é, não dá para assustar, mas apenas para dizer que a pandemia não acabou e não vai acabar tão cedo. É certo confirmar que a COVID-19 só vai arrefecer depois que uma vacina eficaz estiver imunizando brasileiros em massa. Antes, não será possível ter a vida minimante normal que tínhamos antes.

Não caiam nessa, são-carlenses, de rígidos protocolos de segurança que lhes garantem o direito de sair de casa. O mantra continua o mesmo: saia de casa se você realmente precisar e se for inadiável e como as pessoas precisam trabalhar para se manter, exija que seu patrão cumpra as regras para que você tenha a chance de não se contaminar com esse que até agora é o mal do século XXI.

Em São Carlos a COVID-19 continua passeando por aí e ainda estamos vendo milhares de idosos andando por ruas e praças, em supermercados, lojas e outros locais, muitos deles sem necessidade. Alguns, estão logradouros públicos sem a proteção da máscara e parecem não acreditar na força devastadora desse vírus que no Brasil já matou mais de 134 mil pessoas. A COVID hoje é a maior ameaça a vida dos são-carlenses e dos brasileiros.

Essa semana relatamos um caso curioso aqui, uma infartada que não conseguia um quarto porque duas alas da Santa Casa estavam preenchidas com pacientes de COVID-19. O médico, coitado, nada podia fazer e disse que as pessoas não estão se resguardando e com isso as infecções por COVID-19 fazem com que os pacientes de outras enfermidades sofram, pois as demais doenças continuam a vitimar pessoas em São Carlos e no resto do planeta.

O são-carlense que perambula pela rua sem necessidade, que toma cerveja em praça, promove festa à fantasia, churrasco com 50 ou 60 pessoas pode estar tirando o leito de UTI de um paciente infartado, com AVC ou então qualquer outra doença considerada grave.

Está faltando amor ao próximo, as pessoas parece que não se comovem nem quando veem um servidor do SAMU ser intubado e permanecer internado porque é da linha de frente de atuação contra essa doença e outras que nos afligem.

A COVID-19 está muito forte em São Carlos, pessoas continuam se contaminando, mas o povo insiste em normalizar algo que não está normal. Passou do momento de se ter o mínimo de consciência e senso de coletividade.

 

Renato Chimirri