Nem o Coronavírus cessa as articulações para a eleição à Prefeitura de São Carlos

Uma vista de São Carlos/Foto: Maurício Duch

Mesmo com a pandemia de Coronavírus fazendo estragos em todo o planeta, inclusive em São Carlos, as articulações políticas não param de acontecer por aqui. Duas que chamaram a atenção foram as saídas de Roselei Françoso da Rede e o seu ingresso no MDB e Marquinho Amaral saindo do próprio MDB e voltando, provavelmente, para o partido do qual sempre fez parte: o PSDB. Vale destacar também que Laíde Simões deixou o MDB e agora virou tucana.

Nessa mesma semana, o secretário João Muller, da Habitação e Desenvolvimento Urbano, postou uma saraivada de fotos de pessoas da sociedade que entraram no MDB e deverão concorrer ao cargo de vereador, numa típica demonstração de força da legenda. Se Muller e o MDB estavam tentando impressionar alguém do campo governista não se sabe, porém é fato que o partido está se mexendo.

O mesmo pode-se dizer de Netto Donato que posará como o anti-Airton Garcia no que diz respeito ao seu comportamento perante o eleitor. Deve falar e tentar colocar em prática um projeto que se dirá técnico e pode tentar abocanhar eleitores com o bom desempenho de João Doria a frente do governo do Estado na condução da pandemia de Coronavírus. Aliás, se Doria for bem, Netto entra no páreo de uma vez por todas, já que São Carlos é uma cidade que adora votar no PSDB quando o assunto é governo do Estado, a tarefe de Netto e capitalizar o suposto prestígio de Doria para si. Será que ele terá um plano eficiente para tentar “driblar” Airton e a saraivada de partidos que o acompanharão na eleição?

Mas e o PT? O PT administrou São Carlos por três mandatos e hoje praticamente é uma sombra do que já foi muito culpa do próprio partido e dos seus ex-prefeitos. Newton Lima e Barba não criaram lideranças suficientes para que possam reivindicar o legado das gestões com bons projetos que foram colocados em prática, quem é a figura de expressão do PT hoje na cidade? Resta agora, saber se Newton concorrerá, o que andam dizendo que é praticamente descartado. Porém, em política, blusa preta pode ser cor de rosa, ou seja, tudo muda rapidamente. Dizem que Silvana Donatti, ex-vereadora, seria a ungida do partido.

Vale citar o próprio vereador Leandro que tenta galgar para si o campo bolsonarista na eleição e ser uma surpresa no executivo e demais candidatos como Deonir Tofolo, Antonio Sasso e os possíveis concorrentes do PSOL, um deles poderia ser o professor Djalma Nery, apesar de muitos dizerem que Djalma poderia ser candidato a vereador. Outro nome seria o de Sérgio Ferrão, pelo Republicanos.

Não podemos esquecer que há uma briga de foice dentro do governo municipal para decidir quem será o vice de Airton. Edson Ferraz, o secretário de esportes, e atualmente no MDB, é um dos postulantes mais fortes, porém existem outras pessoas que poderiam concorrer. Pelos bastidores, apesar de ninguém confirmar, falam até que Mariel Olmo, secretário de serviços públicos, seria uma outra opção.

Contudo, não dá para cravar nada até o momento com 100% de certeza no caso do vice do atual prefeito, pois Airton vê política de maneira peculiar e do nada pode tirar um nome inesperado do seu boné e assim mudar a história de sua chapa. Por que um médico não poderia ser vice? Vai saber…

A política se movimenta, o Coronavírus também e a eleição pode até ser adiada e ocorrer o ano que vem. A ver…

 

Renato Chimirri