Neurocirurgião da Santa Casa de São Carlos alerta para riscos de mergulhos em águas rasas

Dr Danillo Vilela também explica os cuidados para se evitar esses acidentes – Foto: Comunicação Santa Casa

O Verão chegou, muito calor e todo mundo sonha com aquele mergulho em uma piscina, cachoeira ou praia. E o que parece uma brincadeira pode resultar em sérios riscos para a saúde.

De acordo com estudos e pesquisas, o mergulho em águas rasas está entre as cinco principais causas de lesão medular no Brasil. A maioria das lesões acontece com pessoas na faixa etária de 30 a 50 anos.  Mas as crianças também são vítimas e cabe aos adultos conversar com elas para evitar esse tipo de acidente. 

As lesões podem variar desde traumas musculares como contraturas que podem cicatrizar de forma mais precoce até lesões e fraturas associadas a deslocamentos das vértebras. Podem ser associadas com alterações neurológicas causando perda de sensibilidade e da força muscular, podendo atingir os quatro membros do paciente.

“No mergulho, a pessoa sofre um traumatismo da cabeça no fundo da piscina e, com isso, faz uma lesão na coluna cervical. E essa lesão pode causar uma série de consequências neurológicas, que vão desde a redução dos movimentos até a perda total dos movimentos dos dois braços e duas pernas, condição que chamamos de tetraplegia”, afirma Danillo Vilela, Coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Santa Casa.

Para o médico neurocirurgião, é preciso tomar uma série de cuidados ao nadar em locais com profundidade rasa e que as pessoas não conheçam. “É muito importante que, quando chegar em um local público ou privado, em que for frequentar piscina, lago ou lagoa, a pessoa antes de mergulhar identifique a profundidade. Nos lugares públicos, inclusive existem leis que obrigam os espaços a indicarem a profundidade. E quando esses avisos não estiverem presentes, é necessário que antes do mergulho, a pessoa entre na posição em pé, identifique qual a profundidade, e se é possível ou não fazer o mergulho naquela região – explica.