O dia que Nossa Senhora Aparecida fez um milagre no Centro de São Carlos

Um milagre de Maria Santíssima

Ana Maria conta que era o ano de 1992. Ela dormia com sua irmã Ana Claudia no quarto e sua mãe havia saído para ir na padaria que era a dois quarteirões de sua casa, o pai estava trabalhando.

Ela acordou por volta das 9 horas, era feriado, Dia de Nossa Senhora Aparecida e como de costume, sua mãe havia preparado um altarzinho que tinha em sua casa com flores e colocado a imagem de Maria, negra, achada nas águas do Rio Paraíba do Sul em destaque com flores e as velas que seriam acesas quando a velha chegasse em casa.

Ocorre que naquele dia Ana Maria ouviu um barulhão. O altarzinho estava perto do seu quarto. Ela deu um pulo da cama e saiu correndo para ver o que tinha acontecido. Quando chegou no local encontrou a imagem de Maria caída em frente do quadro de força de sua casa que ficava no corredor. A imagem que não havia quebrado parou bem frente do quadro.

Ana Maria olhou e notou que não havia nenhuma espécie de vento, nem nada, o ar estava parado. O que ela fez? Colocou a santinha em seu lugar novamente e voltou a deitar.

Passados quinze minutos o mesmo barulho. Ana Maria correu novamente para ver o que estava acontecendo e a imagem novamente estava caída em frente o quadro de força no mesmo lugar.

Ela disse à reportagem que ficou intrigada e que mais uma vez colocou a santinha intacta no altar de sua mamãe, mas dessa vez foi para o outro quarto brincar com bonecas, enquanto sua irmã ainda dormia.

Ana Maria passou a brincar, a sonhar, como toda a criança em seu dia, porém novamente ouviu aquele barulho.

A cena foi a mesma: a santa caída em frente o quadro de força. Só que dessa vez, Ana Maria contou que do quadro saía uma fumaça forte, o cheiro de queimado era grande. Ela correu para dentro do quarto e chamou sua irmã Ana Claudia e as duas foram para a parte da frente da casa.

Viram que a mãe estava no meio do quarteirão e saíram correndo para avisá-la. Angélica, a mãe, recebeu o aviso e entrou na casa que estava repleta por fumaça. Correu até um dos carros e pegou um extintor de incêndio e jogou no quadro de energia. Ligou para o seu marido e também teve apoio do vizinho que era eletricista e constatou que havia ocorrido um curto na instalação e que se as meninas não tivessem saído da casa e avisado a mãe a moradia poderia ter sido queimada por um incêndio.

Naquele mesmo dia, Ana Claudia contou para a sua mãe o que havia acontecido e as quedas da santa, em número de 3, Angélica encarou como um sinal, era dia 12, de dia de Nossa Senhora Aparecida e como a casa precisava ser limpa por causa da fumaça, ela resolveu fazer o altarzinho na área.

Chamou os vizinhos, fez suco e todos depois rezaram um terço em honra à Nossa Senhora por ter dado aquele aviso para uma casa no Centro de São Carlos. Ana Claudia contou para a reportagem que todos os anos as homenagens à Nossa Senhora são feitas em sua família e sempre diz: “Conosco nos deu este pequeno milagre, mas já ouvi muitos relatos de grandes graças, não posso deixar de acreditar na sua intercessão junto a Jesus e Deus-Pai”.

 

Renato Chimirri