O mundo não gira em torno de você

O mundo não gira em torno de você, talvez você leia essa frase com o desdém de quem  já  está pensando em o quão obvia ela é, ou até mesmo imaginando que tais letras possam  soar um tanto ofensivas ,  mas calma  vamos um pouco mais a fundo para que eu possa (ou ao menos tente) ser entendida.

Quando falo sobre o mundo não girar em torno de você (ou de mim ou de qualquer ser humano existente na terra, nem mesmo os mais aparentemente importantes) não estou aqui falando sobre  aquele universo que em um passado deu origem a idéias como o teocentrismo ou o antropocentrismo.

Estou falando do SEU mundo, sim daquele ambiente social em você  e cada um de nós está inserido.  Família, amigos, trabalho, colegas, enfim,  todos aqueles que por algum motivos estão ligados a nossa existência.

Mas ai nesse momento você pode estar achando ainda mais ofensivo um texto em que estou te falando que você não é importante para aqueles que estão ao seu redor. E na verdade você é sim importante (e talvez até mais do que imagina) mas o fato de ter importância, de ser amado, não te dá o poder de fazer o mundo parar de funcionar se por algum motivo você não mais existir. Essa realidade  pode ser um tanto (ou muito) chocante mas acredite é muito libertadora.

Você não é responsável por salvar aquela amiga de um relacionamento horrível (o que não significa que não possa ajudar), aquele parente que está com um problema é adulto e capaz de lidar com as próprias questões, no mundo dos crescidos ( crianças ficam em outra pagina) não há espaço para “tadinhos” e colocá-los como capazes que são pode tirar um grande peso do seu ombro e colocar cada coisa em seu lugar

Da mesma forma que você não é um ser ultra poderoso que pode ajudar a resolver todos os problemas ao seu entorno, tão pouco suas falhas irão ruir esse mundo a qual estamos falando. E até quando  as coisas possam sim desmoronar q, aqueles que sofreram são sim aptos a  se reconstruírem ( se não conseguirem também não é responsabilidade sua)

E sem falar dos pequenos (ou grandes) medos de passar vergonha, de dançar de forma inadequada, de cair em uma rua cheia, ou de falar algo que te colocaria como autor da grande gafe do ano perdem a força na medida em que entendemos  que essas situações importam pouco, bem pouco (quase nada) para outro

Inclusive na  sociedade de hoje onde tudo é filmado, e essas situações muitas vezes viralizam e pessoas são “canceladas”  (como se alguém tivesse o poder para isso) a rapidez em que as informações giram, logo o foco está em outro tema. Se dar menos importância talvez seja a melhor coisa que você possa fazer por você, pois o mundo não gira em torno de você ( e nem de mim) e ainda bem.

Kandy Mattos

Psicóloga

CRP 06/138229

Contato: (16) 991347290

Email- kandy.mattos@gmail.com