O pedido da diretora do CEMEI Paulo Freire é por dignidade

Representando a CEMEI Paulo Freire durante a sessão legislativa de hoje, 5, a professora Nilmara Helena Spressola, elencou necessidades que os profissionais da educação tem no momento em São Carlos.

Chamou a atenção sua fala sobre as canetas: “as que recebemos, não escrevem!” Figuradamente, não dá para um professor ensinar se seus instrumentos de trabalho não escrevem, mas outros pontos também precisam ser destacados, como a falta de pessoal, bem como a não resposta, segundo ela, para ofícios.

Todos sabemos que a educação seja municipal, estadual e federal consiste numa grande engrenagem que passa pela administração, depois chega ao professor e, por fim, atinge seu objetivo final que é o conhecimento passado ao aluno.

Mas para o conhecimento chegar aos alunos a máquina educacional necessita funcionar de maneira correta e pelas palavras da professora parece que em São Carlos os profissionais estão sofrendo alguns percalços.

Qual a solução para tudo isso? Bem, a primeira coisa, é ouvir os profissionais, lhes dar voz, participação e assim detectar as carências da rede e ir sanando aquilo que for possível o mais rápido. Claro que nem tudo pode ser consertado rapidamente, entretanto, há uma parcela que precisa ser atendida, senão, prejudica-se demais o funcionamento da máquina educacional municipal.

Neste caso, os profissionais pedem que a secretária Wanda Hoffamann, ex-reitora da UFSCar, ouça os anseios da categoria e faça mudanças no trabalho realizado até agora. O uso de Tribuna Livre no dia de hoje foi emblemático, porque mostrou que existem dificuldades a serem superadas pelos profissionais da educação são-carlense para que o nível oferecido nas escolas não caia. Será que ainda precisa desenhar?

Cabe à Secretaria Municipal de Educação, que é quem formula a política da Prefeitura, dar voz, ouvir, atender, equipar, não desamparar e também, no momento certo, cobrar quem é responsável por oferecer esse serviço tão fundamental para os alunos.

A educação é uma construção coletiva, mas precisa ser feita por gente bem aparelhada e motivada. Um time pode até ter um craque, mas sem os demais jogadores, esse Pelé não consegue ganhar o jogo.

Renato Chimirri