O Som do Cury e a influência do Punk!

Foto: Divulgação/Diário On Line

Fala, Galera !!

Hoje vamos comentar sobre um dos melhores discos lançados no fim dos anos 70, mais precisamente em 1979..e claro.. influencia até hoje as mais derivadas tribos.

The Clash teve a moral de se vestir como punkers,,,,escrever como punk,,, mostrando que o punk não precisa ser apenas musicas rápidas… mas o mais essencial no punk é sua IDEOLOGIA… o que foi preservado em suas letras.

O  The Clash  tinha uma liberdade musical jamais vista em outra banda punk . Esta obra-prima do Clash tem um pouco de tudo do que já havia sido feito no Rock: Punk, Rockabilly, Jazz, Blues, Hard Rock, New Wave, Pop, Ska e Reggae.

Apesar da salada rítmica, que chegaria a desfocar do ambiente de 3 acordes, prevaleceu sua ideologia PUNK, em suas letras, não deixando em momento algum de ser uma banda PUNK.

O disco abre com “London Calling” traz a tona os perigos de uma possível Guerra Nuclear na época, sobretudo pela Guerra Fria (disputa entre URSS e EUA),

Em sequencia temos “Brand New Cadillac” um Rockabilly acelerado com velocidade punk, que dá sequência ao clima criado pela canção anterior.

É a vez o Jazz dar as caras no disco “Jimmy Jazz” como o próprio nome já sugere é uma canção com ritmo e letras contagiante típico das Big Bands de Jazz do sul dos EUA (Dixieland Jazz), o destaque fica por conta do saxofone.

Em “Hateful” Topper Headon prova que foi acertada sua escolha para substituir Terry Chimes e nesta dá uma aula de criatividade na bateria, criando um ritmo dançante que obriga o ouvinte chacoalhar o corpo e bater palmas, uma das melhores em todo o disco.

“Rudie Can’t Fail” é um Ska com uma batida extremamente contagiante, rimas perfeitas e que marca o começo da crítica social no álbum.

Na sequência temos “Spanish Bombs” uma crítica ácida ao regime ditatorial fascista espanhol, a canção tem uma das melhores melodias do álbum

“Lost In Supermarket” tem como destaque a bateria de Headon e mais uma vez uma forte critica social

“Clampdown” é um verdadeira porrada no orgulho do capitalismo, uma das canções de protesto mais explosivas da história da música que não perdoa ninguém, seja governos corruptos e injustos ou as selvagens “leis” que regem o sistema capitalista.

“Guns Of Brixton” traz uma forte crítica social, tendo como base o violento bairro londrino de Brixton. Apesar disso a canção tem uma batida Reggae contagiante, elaborada pelo baixista Paul Simonon, com destaque para o baixo e para a bateria marcantes.

“Wrong’Em Boyo” é um Ska dançante, que dá sequência ao clima criado pela canção anterior, com arranjos simplesmente geniais com destaque para o saxofone e o órgão.

“Death Or Glory” é um Hard rock direto, uma sonoridade até então incomum e novidade para uma banda de punk.

“Koka Kola” traz mais uma vez uma forte crítica ao sistema capitalista e aos inclusos nele, o título da canção refere-se a empresa de mesmo nome que é um dos maiores símbolos do capitalismo ianque.

“The Card Cheat” é outro Hard Rock, cujo destaque fica por conta da fantástica introdução com piano, baixo e bateria.

“Lovers Rock” é vez da Baladinha…rock simples, direto e descompromissado.

“Four Horsemen a mais fraca em todo o disco, mas ainda sim uma grande canção.

“I’m Not Down” traz uma melodia contagiante e vocal de Mick Love está sensacional,

“Revolution Rock” mostra mais uma vez a criatividade melódica da banda, e apesar do título traz uma batida cadenciada típica do Reggae.

Pra fechar com chave de ouro “Train In Vain (Stand By Me)” uma da melhores composições de todo o álbum.

A capa do disso tb é fantástica. É claramente uma homenagem ao KING, ELVIS PRESLEY. Copía a capa do disco  “Elvis Presley” de 1956 .

Item, essencial , quando o assunto é Rock and Roll.

 

 

Até a próxima!