
A Santa Casa de São Carlos realizou, na madrugada de segunda-feira (29), a quarta captação de órgãos de 2026, procedimento que beneficiará três pessoas que aguardavam na fila por um transplante. O doador foi um homem de 34 anos, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a autorização da família para a doação, teve início todo o processo de mobilização das equipes especializadas.
Durante o procedimento, foram captados o fígado, destinado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e os dois rins, encaminhados ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A cirurgia de captação envolveu a atuação integrada da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes transplantadoras, garantindo que todas as etapas do processo fossem realizadas com segurança, agilidade e respeito aos protocolos.
O coordenador da UTI da Santa Casa e membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Tiago Clezer, destacou que a abordagem à família é um dos momentos mais importantes e delicados de todo o processo de doação de órgãos. “A abordagem familiar é realizada com muito cuidado, acolhimento, respeito e ética, sempre priorizando a escuta e o apoio aos familiares em um momento de profunda dor. Nossa equipe é preparada para conduzir esse diálogo de forma humanizada, esclarecendo dúvidas e respeitando integralmente o tempo e a decisão da família. Quando a doação é autorizada, esse gesto de solidariedade se transforma em esperança e oferece uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam na fila por um transplante.”
O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, agradeceu à família do doador e aos profissionais envolvidos na captação. “Nossa gratidão à família, que, mesmo diante de um momento de imensa dor, tomou uma decisão de extrema generosidade e amor ao próximo. Agradeço também a toda a equipe da CIHDOTT, da OPO e às equipes transplantadoras, que atuaram com competência, sensibilidade e dedicação para que esse processo fosse realizado com excelência e possibilitasse uma nova chance de vida para três pessoas.”
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