Os médicos esperam 15 dias duríssimos em São Carlos e nas demais regiões

Área precisa de profissionais/Pixabay

A pandemia de COVID-19 tem seu nefasto auge em São Carlos e no Brasil porque muita gente ainda não se tocou da enorme facilidade com que as pessoas podem se contaminar com o Coronavírus e assim elas não se protegem usando adequadamente as máscaras, bem como limpando as mãos ou então mantendo o distanciamento social. Tivemos notícias neste fim de semana de gente que até festa fez em São Carlos, mas que agora nega, pois quer pagar de correto.

Isso tudo, como tem dito os médicos da cidade, terá um preço. Quem viu o dr. Ivan Linjardi da UNIMED São Carlos explicar na Prefeitura o que está por vir e os seus temores sabe que os próximos 15 dias serão duríssimos para quem está na área de saúde. Os profissionais estão cansados, extenuados e ainda são obrigados a conviver com o sucessivo aumento de pacientes. “Eles chegam a toda hora e com sintomas”, disse um médico que atende na rede particular para este jornalista.

Ele também afirmou que quem mais tem aparecido doente nos hospitais são os mais jovens. “Muitos chegam já precisando de oxigênio, intubação e por causa de uma festa podem acabar na UTI, mas o problema é que agora nem vagas na UTI sem tem mais, está praticamente tudo tomado”, afirmou.

Como é natural dos jovens, o médico explicou que muitos deles só vão procurar atendimento quando a situação está bem mais grave. “Muitos acham que estão com uma gripezinha e não entendem que neste momento de pandemia um sintoma de gripe mais acentuado implica em procurar o serviço de saúde para fazer um teste, quando nos procuram, o quadro é bem grave”, destacou.

A realidade é dura, os médicos veem tudo com preocupação e com o processo de vacinação andando lentamente, muitos dizem que 2021 pode até pior que 2020 e que isso prejudicará ainda mais a cadeia econômica, pois se o Brasil (e nisto São Carlos está inclusa) tivesse feito a lição de casa com um portfólio de vacinas grande, poderíamos sair deste caos rapidamente, pois o SUS tem capacidade para vacinar a população total do país em pelo menos seis meses. “No momento, as medidas de proteção são nossas únicas armas, veja a ocupação de leitos na Santa Casa e no Hospital Universitário, estão operando acima da capacidade ou sempre no limite, desocupa-se um leito, mas ele é tomado rapidamente, é uma ciranda que não cessa e somente o corte na transmissão do vírus mudará o quadro, mas muita gente ainda não entendeu isso”, analisou.

No momento, a transmissão é alta e o mês de março pode ser o pior na tragédia humanitária são-carlense e brasileira, portanto proteja-se e use máscara de maneira correta, se possível a N95.. O cenário não é bom.

Renato Chimirri