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Pai de Santo diz que objetos encontrados no Parque Ecológico não são de rituais da Umbanda ou do Candomblé

Pai Emerson de Oxalá afirma que a Umbanda prega a caridade

Por Renato Chimirri

O Pai de Santo Emerson de Oxalá (Emerson Pereira da Silva) que atende e coordena a Chácara Recanto dos Orixás no Varjão conversou nesta quinta, 29, com a reportagem do São Carlos em Rede para falar sobre o caso do suposto ritual de religioso ou de magia que é investigado pela Polícia Civil e que foi denunciado por funcionárias do Parque Ecológico. Elas alegaram que recentemente encontraram materiais suspeitos no parque que poderiam ser usados para rituais macabros que prejudicariam a vida dos animais que são cuidados no PESC. Foi verificado que a cerca elétrica do recinto onde estão dois Lobos-Guarás e um Cachorro do Mato havia sido desligada.

No local também foram localizados objetos que poderiam ser usados para matar os bichos. O delegado Gilberto de Aquino foi ao Parque Ecológico e determinou que uma machadinha de pedra, um bastão com um pedaço de osso e uma caveira vermelha e uma bermuda preta fossem apreendidos. O caso segue em investigação.

Emerson explicou que a Umbanda, religião que ele professa, repudia completamente esse tipo de ritual. “Tenho certeza que nenhum sacerdote de Umbanda ou de Candomblé induziu algum filho a este tipo de prática”, disse.

Ele explicou que a Umbanda não trabalha em seus rituais com sacrifícios de animais. “O Candomblé trabalha com sacrifício de animais, mas não são esses animais silvestres e muito menos induz alguém a entrar no Parque Ecológico, invadir a área, para praticar algum tipo de ritual, o Candomblé usa frangos e cabritos, mas são ofertadas os axés, as vísceras do animal, e o restante do corpo é usado para a alimentar a si próprio, como um matadouro comum de consumo de carne, porém as empresas que fazem abate dispensam as vísceras e vendem a carne, no ritual religioso são ofertas as partes que não comemos”, esclareceu. “Nenhum sacerdote de Umbanda ou Candomblé da cidade incitaria alguém a invadir o Parque Ecológico para praticar esse tipo de atitude”, emendou.

Para o Pai de Santo, esse tipo de ação que é investigada pela Polícia Civil pode ser um ato de vandalismo ou uma atitude para assustar os funcionários do Parque Ecológico de São Carlos. Emerson descartou um ritual satânico neste caso. “Sinceramente, não sei o que dizer sobre isso, para mim é mais um ato de vandalismo e de gente tentando denegrir a Umbanda e o Candomblé do que um ritual digamos, satânico, pode ser que alguém pegou coisas pelo caminho e quis fazer uma graça para amedrontar outras pessoas”, afirmou.

Emerson salientou que a Umbanda prega a caridade, assim como o Candomblé, e essas religiões cultuam a natureza.

O Pai de Santo disse que o interessado em conhecer o seu templo pode ser atendido de segunda e sexta-feira, às 20 horas, de maneira gratuita. “O atendimento é de graça, estamos localizados no Vale da Santa Felicidade, no Varjão, na Alameda dos Faveiros, número 60, na Chácara Recanto dos Orixás”, finalizou.

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